quarta-feira, 4 de agosto de 2010

[Lives] 05 - Lendas


A segunda-feira amanhecera radiante e as alunas do 1º ano A (afinal o tempo passa e nossas alunas chegaram ao colegial) mantinham a tradição de correrem para chegar à sala de aula. Negi Springfield, Asuna Kagurazaka e Konoka Konoe haviam chegado a algum tempo na sala e o jovem professor remexia desesperadamente papeis em suas mãos:
            - O que há Negi? Que papelada é essa? - perguntou Asuna sentada em sua carteira apoiando o rosto em uma das mãos.
            - Bom dia Ojou-sama. - cumprimentou Setsuna Sakurazaki chegando até o grupo com sua Yuunagi guardada às costas.
            - E aí, beleza? - cumprimentou Asuna distraída observando o desengonçado professor.
            - Ah...olá Setsuna! - cumprimentou Negi também deixando cair algumas folhas que segurava abaixando-se para pega-las.
            - ... Oi Set-chan... -  respondeu Konoka sem nenhum entusiasmo. Olhava distraída para qualquer lugar bem distante. Setsuna prontamente percebeu o estranho comportamento da "amiga" e também a mudança sutil em sua presença mágica que indicava algum abalo emocional.
            - O que houve Ojou-sama? - perguntou preocupada. Mesmo que estivesse ali para garantir o bem estar físico da garota, o bem estar emocional dela era ainda mais importante para Setsuna.
            - Nada.... - limitou-se a responder Konoka ainda olhando para algum lugar distante. A espadachim não parecia nem um pouco satisfeita com a resposta evasiva, então decidiu completar. - Só não dormi muito bem hoje. - o que não deixava de ser verdade, se você admitir que não dormir é o mesmo que dormir mal...
            - ... - a espadachim observou sua protegida por um instante e depois se abaixou para olhar Konoka mais de perto e esta não pode evitar olhar de volta. - Tem certeza que é só isso Kono-chan?
            Konoka teve que se conter para não fugir dali ou mesmo cair no choro, conteve-se e respondeu:
            - Tenho.
            - Ah...Setsuna? Você está pronta pra reunião? - perguntou Negi nervoso ainda revirando seus papéis.
            - Ãh? Ah... Claro Negi-sensei. - respondeu Setsuna levantando-se.
            - Reunião? - perguntou Asuna sem entender.
            - É Ane-san....-  respondeu Kamo percebendo que o mago acabaria sem responder novamente devido a sua confusão. - Hoje o Aniki e a Setsuna-neesan vão ter que apresentar o relatório semestral de atividades de vigília. - explicou o arminho.
            - Ah.... - Asuna finalmente entendeu o afobamento do garoto. - É por isso todo esse escândalo?
            - Ah... é que eu fico nervoso na hora de mostrar os relatórios para o diretor. - respondeu Negi ouvindo enfim a parceira. - Tenho medo de ter feito algo errado ou sei lá..... - e voltou-se para Setsuna. - Você não fica nervosa Setsuna?
            - Na verdade não. O senhor não precisa se preocupar. É só pensar que deu o melhor de si em suas atividades. - aconselhou a espadachim olhando de lado para Konoka que ainda mirava o nada.
            O mago pareceu ficar profundamente tocado com as palavras da garota:
            - Você tem razão Setsuna! - afirmou ele com lagrimas de emoção. - Não vou mais me preocupar com isso! Melhor me preparar, a aula está para começar! - e rumou para a mesa de professor decidido jogando suas anotações fora no caminho. Asuna e Setsuna observaram a mudança repentina do garoto caladas(*gota*).
            - Bem, se vão pra essa reunião, vou levar o resto da galera pro refugio da Eva. - disse Asuna para Setsuna depois de um tempo.
            - Certo. - confirmou esta e olhou para a garota que ainda estava apartada desse mundo. Não sabia como desmanchar a inesperada barreira imposta pela "amiga". Antes de se dirigir a sua carteira olhou rapidamente para Asuna que fez uma expressão de entendimento pela preocupação desta e disse apenas com os movimentos da boca:
            "Não esquenta. Eu cuido dela pra você hoje".



            Mais tarde naquele dia, após a reunião semestral para apresentação de relatórios de vigília, Setsuna e Negi caminhavam sob o sob fraco do outono em direção a casa de Evangeline:
            - Puxa, que bom que você me tirou daquela conversa dos professores. - agradeceu Negi rindo.
            - É verdade. A Setsuna-neesan sabe mesmo como sair a francesa. - confrmou Kamo com seu cigarro típico.
            - Hu... você sempre fica preso nessas conversas dos professores? - perguntou Setsuna também se divertindo.
            - Pois é. Não sei como dizer que não quero ouvir aquela lorota toda. - confessou o jovem mago.
            - Nossa. Nunca pensei que o veria falando dessa maneira Negi-sensei. - riu-se Setsuna da maneira que o professor falara. Negi corou levemente.
            - He....
            Os dois caminharam em silêncio por um tempo observando a paisagem do outono sobre Mahora. Negi refletia e de vez em quando olhava de lado para Setsuna:
            - Algo errado, sensei? - perguntou a espadachim sem olha-lo ao perceber que estava sendo observada por este.
            - Ah.... - Negi pareceu ficar desconcertado e Setsuna estranhou. -Setsuna.....posse te perguntar uma coisa?
            - Hum...? Claro que sim sensei. - respondeu ela curiosa para saber de que se tratava. Negi pareceu tomar fôlego para falar, mas por fim perguntou.
            - Você gosta muito da Konoka, não é?
            - Heim!? - Setsuna  realmente não esperava essa pergunta. Corou violentamente e gaguejou algo indecifrável.
            - Eu admiro muito você, Setsuna. - continuou falando o mago antes de receber sua resposta e a garota parou de tentar falar ao ouvir isto. - Dedicou toda a sua vida por um único objetivo. Nunca desistiu ou pensou que fosse em vão seu desejo de proteger Konoka. Admiro seu jeito de ser.
            Setsuna e Kamo ficaram boquiabertos ao ouvir a declaração de admiração do mago. Setsuna não esperava mesmo ouvir aquilo do garoto. Nunca havia parado para pensar na sua tarefa daquela maneira:
            - O-obrigada... Negi-sensei. - disse depois de um tempo. - Gostaria que soubesse que... eu também o admiro por vê-lo lutar por seus sonhos.
            Negi abriu um sorriso sincero olhando para a espadachim:
            - Obrigado Setsuna!
            Os dois continuaram em silêncio depois dessa cena até chegarem a casa de Evangeline. Felizes mesmo sem saber o porquê.
           



            - Você tem certeza Eva?
            Konoka e Evangeline estavam sozinhas perto da piscina do refugio da vampira. Apesar de parecer loucura, Konoka havia seguido o conselho de Asuna e ido falar com a morcega sobre sua confusão. A coisa mais surpreendente foi ver que realmente não tinha sido uma má idéia:
            - Olha Konoka Konoe, não adianta nada você ficar escondendo esse tipo de sentimento, você acabaria explodindo qualquer dia desses. Fugir não é solução nenhuma. - disse a vampira séria.
            - Certo.....eu entendi. Mas... - Konoka parecia refletir enquanto falava. - Como posso saber que chegou a hora certa de encarar isso, Eva?
            Evangeline estava encarando uma prova de fogo naquele momento. Uma prova para a sua paciência. Não sabia até onde agüentaria aquele drama adolescente. Só ainda tinha paciência por que não queria ver mais pessoas além dela com traumas amorosos.
            - Olha garota, não existe uma fórmula matemática mágica que te diga quando é hora de correr riscos ou mesmo quando é bom apostar na loteria! - estava no seu limite de paciência. - Quando for a hora você vai saber e tomar a atitude que tiver que tomar! - podia parecer clichê, mas infelizmente era a pura verdade. Mas a quase-maga não parecia satisfeita com aquela resposta evasiva.
            - Mas...
            - O que tão fazendo aí, heim?! - chegou berrando Haruna lançando alguns personagens animados em cima das duas que se surpreenderam.
             - Boa tarde mestra. - cumprimentou Negi vindo até elas.
- Boa tarde Evangeline-san. - cumprimentou Setsuna e Konoka quase caiu pra trás.
- Ah...olá garoto e.... - e deu um sorrisinho que quase matou Konoka. - ... Sakurazaki.
- Então, o que vocês duas conversavam em segredo aqui, heim!? - repetiu Haruna sentando-se entre Evangeline e Konoka. A vampira não pareceu satisfeita.
- Um litro de sangue e conto pra você. - disse e Haruna sumiu do meio delas em menos de um segundo.
-  Desculpe se demorei, mas os professores estavam me prendendo. - pediu Negi curvando-se a mestra.
- Sem problema. Do que eles falavam? - perguntou Eva que gostava de saber das conversas fiadas dos professores de Mahora.
- Nada de especial, só mais uma estória sobre a Árvore Mundo. Algo sobre realizar desejos de coração. - respondeu o mago.
- Ou seja: as mesma bobagens que inventam semple. - comentou Kuu Fei.
- Na verdade... - começou Yue. - andei lendo um livro sobre lendas de Mahora e encontrei uma que parecia com esta.
- E como era? - perguntou Nodoka curiosa, adorava estórias românticas de desejos e magia.
- Dizia que a Árvore Mundo, de tempos em tempos, para descarregar um pouco da magia que acumula durante o período depois do festival Mahora, realiza alguns desejos de moradores de Mahora. Mas apenas pedidos sinceros, pois é necessário menos magia que um pedido "forçado" como, por exemplo, ganhar na loteria. - explicou a garota tomando seu suco de pepino com tangerina.
- Será mesmo verdade? - Asuna não parecia disposta acreditar na baboseira de lenda, mas Evangeline interveio.
- Na verdade essa lenda é verdade. - afirmou a vampira e todas se surpreenderam. - Já vi acontecer.
- E qual pedido foi atendido? - Konoka não conteve a curiosidade.
- Eu desejei que o sangue o maldito Nagi viesse para Mahora para eu poder me livrar da minha maldição.
O silêncio foi completo aquela revelação.
- CARACA!!!!  Vô já lá fazer meu pedido!!!! - exclamou Haruna vorazmente.
- Duvido que você tenha algum pedido de coração para ser realizado. - zombou Asuna balançando sua espada como se fosse uma vareta.
A discussão sobre o novo boato continuou por um longo tempo. Evangeline e Konoka continuaram apenas observando a cena se desenrolar.
Depois de um tempo refletindo Konoka franziu a testa e olhou para Evangeline. A vampira por sua vez apenas sorriu a se levantou para ir tomar um drinque na parte de dentro do refugio. No caminho só havia uma conclusão em sua mente para tudo aquilo.
"Os adolescentes são todos um idiotas mesmo".

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