quarta-feira, 4 de agosto de 2010

[Lives] 30 - Planos que falham


          - Jovis Tempestas Fulguriens! – berrou Negi lançando a magia com a máxima potência que conseguiu reunir. A rajada de energia foi enorme. Mash teve que esquivar-se para não ser atingido. Em retribuição lançou uma magia chamada ‘Trovão de Thor’ contra o garoto que só esquivou-se porque contava com a vantagem de estar voando no báculo que não perdera agilidade por causa do ataque dimensional do mago sombrio.
            - Toma isso seu velhote! – berrou Asuna pulando contra o mago que quase foi pego de surpreso. Porém ainda existiam os oito elementais do raio que Asuna já havia esquecido. A garota foi atingida e arremessada longe antes de encostar em um fio de cabelo sequer do mago. (Se bem que já seria difícil de qualquer maneira já que ele era calvo).
            - Asuna! – exclamou Negi preocupado vendo a parceira ter dificuldades de levantar. – ASUNA!
            Os elementais não perdoaram o pequeno atraso da ruiva e lançaram-se atacando novamente a garota que não teve como se defender, recebendo os golpes direto e desabando novamente. A garota limpou o sangue que escorria da testa e ajoelhou-se:
            - Ora, Asuna.... você é mesmo uma besta! Onde estão seus poderes de anulação quando precisam hein!? – esbravejou contra si mesma.
            - Você está bem Asuna? – perguntou Negi voando baixo perto da garota, segurando-se com toda a força no báculo para não cair. Ainda sentia fortes dores que não diminuíam.
            - To sim, não se preocupe. Se cuida você! – respondeu ela assumindo postura de batalha. – Alias, Negi, o cara falou que agente caiu num armadilha! O pessoal não vai aparecer pra ajudar agente! – disse Asuna lembrando-se do fato. Mas Negi sorriu.
            - Sim, Asuna, eu sei. Mas o fato é que a Pee quebrou a armadilha quando foi atrás da Konoka! Já não existe mais a armadilha! – contou o garoto animado.
            - Que!? Mas que droga de mosntros! – reclamou a ruiva defenendo alguns ataques dos elementais que insistiam em atacar. – Quer dizer que o pessoal ta vindo pra cá?!
            Negi não respondeu. Apensa sorriu e levantou vôo na direção de Mash que esperava sério:
            - Droga.... essa batalha já demorou tempo demais... – disse a si mesmo irritado. Já estava na hora de se reunir novamente a Pee para que parissem em direção a ilha biblioteca. Tentou fazer contato telepático com a garota.
            “Querida? Querida? Onde você está?”.
            Silêncio.
            Mash esquivou-se de outra perigosa rajada de poder de Negi e tentou novamente.
            “Querida?? O que houve? Responda!”.
            Silêncio.
            “Então foi você quem roubou o Chikarasei não foi?”.
            “Quê?!”. Mash assustou-se ao ouvir a voz masculina na mente.
            “Parece que você andou aprontando bastante sem que soubéssemos Mash Magno.”.
            “C-Como?!?”.
            - Takamichi! – exclamou Negi do alto do seu báculo. Estavam salvos.
            - Diretor! Eva! – exclamou Asuna feliz, porem sendo atingida em seguida pelos elementais e voando alguns metros.
            - Hunf... que elementais mais ridículos. – comentou Evageline destruindo-os todos apenas estalando os dedos.
            - Não pode ser! – exclamou Mash acuado.
            - Negi! – exclamou Kotaro indo até o jovem professor quando ele pousou precariamente no solo devido as dores. – Hei cara! Você teve uma luta e tento e nem pra chamar seu rival aqui pra se divertir!
            - Ah.... desculpe Kotaro, foi tudo muito.... argh! R-rápido... – disse Negi sentindo uma pontada no peito.
            - Cara! Tu ta bem?! – perguntou o Kuzoku preocupado.
            - Você está preso Mash Magno, pelo roubo do amuleto sagrado Chikarasei, a manipulação ilícita de shikigamis , agressão grave contra outros magos e invasão à cidade acadêmica de Mahora. – disse Takahata caminhando calmamente em direção do mago. - E nem adianta tentar fugir, todos os outros professores e alunos mágicos estão de prontidão para detê-lo.
            - Ugh... – Mash pareceu perceber que não havia mesmo escapatória. – Tudo culpa da maga branca.... eu não acredito... os meus planos, meu Destino...
            - Hunf.... um mago fracassado como você só merece a prisão e a morte. – sentenciou Eva achando nojenta a ridicularidade do mago. – É uma vergonha.
            - Você está bem Negi? – perguntou Konoemon Konoe vendo o estado do menino.
            - Não muito diretor, mas creio que a...
            - Konoka! Setsuna! – exclamou Asuna acenando para as duas que sorriram mas instintivamente afastaram-se ao ver o diretor. Já tinham passado por emoções demais naquela semana para ainda ter mais uma, a de encarar o velho para contar sobre o relacionamento delas. (Relacionamento?! Não é mais só o “quase alguma coisa”?!).
            - Asuna! Como o Negi está? – perguntou Konoka que havia percebido da alameda das cerejeiras o grave dano que o jovem sofrera.
            - Então você percebeu mesmo o que aconteceu na luta?! – impressionou-se a ruiva. – Mas..... e a Pee? – perguntou com um tom muito mais sério.
            - “Pee”? – estranhou Kotaro sabendo de quem se tratava.
            Setsuna mostrou para a amiga o amuleto Chikarasei que estava guardando no bolso. Asuna soltou uma exclamação ao ver o artefato:
            - Então.... finalmente acabou né? – perguntou só para ter certeza, afinal já sabia que podia esperar qualquer coisa da shikigami.
            - É. Acabou. – confirmou a shinmei com um inegável tom de alivio.
            - Querida.... – lamentou-se Mash com tristeza na voz.
            - Acho que vocês quatro vão ter muito que me explicar amanhã no meu escritório. – disse Konoemon para o quarteto principal. Os quatro engoliram em seco.
            - Sem problemas vovô!






            Uma hora depois a praça sudoeste já começava a ser povoada novamente por estudantes procurando um lugar tranqüilo no final daquela tarde de final de Novembro. Os estragos da batalha de mais cedo já haviam desaparecido por completo.
            Negi Springfield, Asuna Kagurazaka, Konoka Konoe, Setsuna Sakurazaki e Korato Inugami caminhavam distraídos em conversas. O hanyou estava curioso para saber de todos os detalhes do que havia acontecido, parecia frustrado por ter perdido a chance de batalhar:
            - Caraca.... então quer dizer que a Setsuna-P passou a existir graças ao Chikarasei?! Uau....
            - Pois é né? Eu também achei maior maluquice quando vi a Pee vivinha! – comentou Asuna que era quem estava contando a história para o garoto.
            - A Pee era mesmo um shikigami muito diferente dos outros... – comentou Negi.
            - Deve ser porque era diferente desde sua criação. Eu a ganhei da mestra do estilo shinmei de presente. Um material especial para shikigamis. – contou Setsuna.
            - Hi.... -  Konoka parecia nem saber onde estava, feliz da vida andando de mãos dadas com seu anjo querido.
            - Er... Kono-chan.... – disse a espadachim corando diante da situação. Negi sorriu achando graça.
            - Há! Aquela fuinha tarada foi inventar de “sair para assuntos pessoais” e perdeu essa! Quero só ver a cara dele quando souber de tudo o que aconteceu! Quem mandou sair por ai pra comprar calcinha! – riu-se Asuna.
            - Será que foi pra isso que o Kamo.... – ia perguntando Negi quando pisou em  um pedaço dobrado de papel no chão que chamou atenção. Isso porque era naquela posição que Mash estava durante a luta.
            - Que foi Negi? – perguntou Kotaro estranhando a cara do outro.
            - Mas... o que é isso? – perguntou o professor-mago catando o papel.
            - Você e essa sua mania de ver coisa onde não tem Negi. Deve ser só um papel qualquer que algum estudante deixou cair... – disse Asuna achando graça da cara séria do garoto. Mas ao invés de confirmar as suspeitas a expressão de Negi passou de curioso pra totalmente estupefato numa velocidade impressionante. – Pirralho?! Que cara é essa?
            - O que é essa papel Negi-sensei? – perguntou Setsuna que também havia se tocado do detalhe de que era ali que Mash estava antes.
            - O.... Sr. Magno disse que tinha vindo Mahora para procurar uma fonte de poder que meu pai havia escondido a muito tempo não foi? – perguntou o garoto parecendo prestes a sair voando de ansiedade, sem tirar os olhos do papel.
            - Hã? Acho que foi, porque? – questionou Asuna curiosa agora. Todos foram para as costas do mago para ver o que havia no papel.
            Era um mapa. E era do interior da ilha biblioteca. Haviam inscrições de passagens secretas que nem mesmo Konoka que fazia parte do clube de exploração conhecia. E no final dos caminhos indicados havia um retângulo meio torto e as seguintes palavras:
            Está aqui.
                                   Nagi Springfield

            - Foi o pai do Negi que fez esse mapa?! – surpreendeu-se Kotaro.
            - Perae... – disse Asuna entendendo no que aquilo ia dar. – Negi você ta achando que isso é....
            - UMA PISTA!!!!! – berrou o jovem Springfield disparando numa corrida para todos os lados levando o mapa bem seguro na mão. – HAHAHAHAHAHA!!! UMA PISTA DO MEU PAI!!!!!
            - Eita! O que deu nele!? – espantou-se Kotaro(*gota*).
             - Essa não..... lá vai tudo de novo.... – lamentou-se Asuna. Haviam voltado definitivamente ao ponto inicial.
            - Parece que ainda vamos ter mais emoções antes do ano novo né Set-chan? – perguntou Konoka ainda segurando a mão da espadachim e encostando-se no seu ombro.
            - Pelo visto... – concordou a uzoku distraída, tanto pela proximidade de Konoka quanto pelos seus pensamentos. – Em pensar que essa é só o inicio...
            - Como assim Set-chan? – perguntou a quase-maga branca.
            - É que.... ainda vai acontecer tanta coisa... – respondeu Setsuna corando encarando a garota quase pendurada em si.
            - É né.... com a gente também né?
            - Er.... é sim Kono-chan.
            Setsuna era mesmo irresistivelmente fofa quando ficava sem jeito. Konoka não resistiu e roubou um rápido beijo antes de solta-la:
            - K-Ko-Kono-Chan!? – espantou-se Setsuna corando violentamente quando Konoka começou a fugir pela praça. – Ei! Volte aqui!
            Kotaro ficou sozinho observando a maluquice daqueles quatro.
            “É.... parece que esses vão ser um bons dias!”.

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