terça-feira, 3 de agosto de 2010

[Love Hina Return] 05 - Expedição ao centro do laboratório Moru-Moru

Sábado de manhã, o vento e sol forte já se mostravam radiantes como vinha sendo rotineiro na cidade Hinata.
Hiro Watanabe ajeitava o lado de fora da Casa de Chá que mais tarde abriria. Gostava daquele trabalho, apesar de pequeno e simples era ele que estava dando a ele e seu irmão a chance de terem uma vida tranqüila e feliz, coisa que ambos não tinham desde a perda do pai, mas que pareciam ter reencontrado naquela singular Pensão Hinata:
- Bom dia Hiro! Puxa, você acorda cedo até no sábado, heim! - cumprimentou uma voz de alguém que vinha até ele.
- Takato!? - exclamou ao ver que se tratava de seu irmão. - Oras, e você que se arruma até no sábado, heim? - comentou notando a camisa social azul impecável com calça parda e sapatos brilhantes que este trajava.
- Claro! - respondeu o garoto ajeitando os cabelos. - Que impressão eu causaria se usasse outras roupas?! - questionou convencido de seu argumento e Hiro concluiu em pensamento que talvez o irmão ficasse parecendo apenas um garoto de 16 anos como todos os outros.
- Mas... o que faz aqui sábado de manhã? - perguntou o irmão mais velho curioso com o fato mudando o assunto da conversa.
- Ah, que graça tem o fim de semana longe dos amigos? - perguntou em resposta Takato. - Por falar nisso, deixa eu ir logo falar com aquelas garotas!
- Ah... ta bom... até logo, então... - despediu-se Hiro surpreso e admirado com a resposta.
- Tchau! - despediu-se Takato recomeçando sua corrida até a Pensão Hinata sem esperar mais nem um instante.
Hiro ficou apenas observando o irmão sumir na direção da pensão, pensado. Estava realmente feliz que de um nerd calado e sem amigos o irmão tenha se tornado um cara que presa à companhia dos amigos, isso com toda certeza era bom pra alguém na idade dele. Mas... as possibilidades iam surgindo em sua mente e cada vez elas se tornavam mais engraçadas e prováveis:
- Será que ele está...?






- Droga, mas nem no sábado eu me livro desse idiota. - reclamou Mei Narusegawa em um tom bem audível, emburrada em um canto. Ema(*gota*).
Ela, Ema, Sarah, Takato e Kaolla estavam sentados em um dos pátios abertos da pensão. Era mesmo muito difícil ficar trancafiado em um aposento com o calor que já fazia. O verão não deixava trégua para que alguém esquecesse de que ele já estava ali com força total.
- He he. Quer dizer que a gora você é um lutador? - perguntou Sarah em tom de deboche.
- N-na verdade ainda estou começando meu treinamento.  - explicou o jovem nervoso com a pergunta.
- Dexa de bancar o gostosinho, moleque! - exclamou Sarah dando um soco na direção do rosto de Takato esperando que este o defende-se, mas acertou em cheio o nariz dele.
PLECT!
- AIEE!!!!! - berrou Takato levando as mãos à face. Todas ficaram surpresas por ele ter sido acertado tão facilmente (Mei: Onomatopéia engraçada...."plect"!).
- Ah.... me desc.... digo, como você é moleque cara!  - disse nervosa Sarah.
- Você ta bem Takato?! - perguntou Ema preocupada indo para perto do garoto para vê-lo melhor.
- Não entendo esse cara... - comentou Mei sem parecer se importar.
- Ai.... não se preocupem, acho que só desloquei o nariz - disse Takato ainda fazendo careta, com as mãos bem próximas ao rosto.
- Kaolla, conserta o nariz dele! - ordenou Sarah, que estava aflita, virando-se para a morena.
- Desculpe, Sarah. - disse Kaolla séria levantando-se. - Preciso resolver umas coisas. Até logo.
- Quê?! - exclamou a loira estupefata, mas Kaolla entrou na pensão sem olhar para trás. - Ah...(*gota*) Já sei! Mei, conserta o nariz dele!!! - ordenou Sarah novamente apontando desta vez para a ruiva sentada mais distante que observava a dor de Takato com desprezo, enquanto afinava seu violão.
- Eu? - perguntou ela surpresa com a ordem.
- Ela!?!? - exclamou Ema ainda mais preocupada.
- Hu.... será um prazer. - disse a jovem Narusegawa abrindo um sorriso maligno que assustou os outros três enquanto se aproximava de Takato.
- P-por favor... tenha cui.... AARGH!!!! - berrou ele quando Mei recolocou seu nariz no lugar inesperadamente, a dor foi tão forte que ele desmaiou.
- Takato!?! - exclamou Ema chocada enquanto já tentava acorda-lo.
- Hunf... molenga. - reclamou Mei que parecia ter se divertido muito.
Sarah, porém, estava refletindo sobre a atitude de Kaolla. Já era a segunda vez que ela agia de maneira estranha: dizia que estava ocupada e ia para o seu quarto de onde não saía mais o dia inteiro. Realmente a curiosidade da garota não agüentava tanto mistério:
- Garotas, acho que temos uma nova investigação nas mãos. - disse ela já segurando uma lupa.
- Quê? - perguntou Ema(*gota*).
- Eba! - exclamou Mei erguendo o punho no ar.
- Ãh? - perguntou Takato voltando a si, sem entender nada.






Dez minutos mais tarde, os quatro adolescentes estavam reunidos no quarto de Sarah. O lugar estava sombrio e a única luz no cômodo iluminava um complexo mapa da Pensão Hinata:
- E então?  - Sarah perguntou a Mei que analisava concentrada o mapa.
- Devemos utilizar a passagem sudoeste e seguir até a junção central. - respondeu esta apontando o trajeto no mapa enquanto falava. - Depois vamos pela passagem norte, creio que o inimigo não terá proteção neste ponto.
- O inimigo? - repetiu Ema sem entender. - Mas não vamos entrar no quarto da Kaolla?
- Calada, soldado-raso! - ordenou Sarah chicoteando a mão da garota com uma régua.
- Ai!
- Nossa... então a Pensão Hinata tem todas essas passagens secretas? - admirou-se Takato.
- Vamos mesmo levar esse panaca, general? - perguntou Mei à Sarah e Takato sentiu-se ofendido.
 - Claro que sim! Quem você acha que usaríamos de isca em uma emergência? - explicou a loira como se dissesse algo mais do que obvio.
- Quê?! - exclamou Takato surpreendido.
- Mas você não tem jeito mesmo Mei. - comentou Ema sorrindo da piada.
- Chega de papo. Vamos agir tropa! - exclamou Sarah de repente surpreendendo a todos.
- Sim general! - exclamou Mei em resposta recuperando-se da surpresa.
- P-peraí! Eu também? - perguntou Ema ansiosa.
- He he... essas garotas... - disse Takato sorrindo.
Eles saíram do quarto e dirigiram-se até um corredor próximo ao refeitório. Mei empurrou uma mesinha revelando uma passagem na parede.("Oohhh..." admiraram-se Ema e Takato):
- É por aqui que entramos. - disse ela apontando o buraco.
- Muito bem soldado! - exclamou Sarah ansiosa. - Vamos lá um de cada vez. - disse apontando o buraco. - disse apontando para Takato e Ema.
- Ah... você pode ir na frente Mei? - pediu Takato inocentemente. As três garotas olharam surpresas para ele, isso por que Mei estava de saia e a passagem era baixa, teriam que passar engatinhando.
Houve um silencio demorando onde Takato não conseguiu entender o motivo da cara das garotas:
- VOCÊ VAI NA FRENTE!!!!!! - berraram escandalosamente Sarah e Mei voando com chutes para cima dele.
- ARGH! Socorro!!!! - exclamou ele tentando se proteger com os braços.
Porém o feitiço virou contra as feiticeiras. Sarah conseguiu desequilibrar Takato que acabou caindo no chão por cima de...
- SAI DAQUI DESGRAÇA!!!!!!!!! - berrou Mei socando Takato que foi a uns dez metros distante.
- AUORGHER!!!!! - foi o único som que ele conseguiu emitir enquanto voava e colidia contra a parede oposta.
- Nossa... - disse Sarah assombrada. - Isso me fez lembrar tanto a Naru eo Keitarô... - comentou nostálgica. - Você deve ter a mesma força para bater em tarados que ela.... deve ser coisa de família...
Ema(*gota*).
Depois que Takato acordou e colocou uma bandagem na barriga e um curativo no rosto. O grupo de exploradores começou sua jornada pelas passagens da Pensão Hinata rumo ao quarto de Kaolla Su. Sarah, Mei, Takato(devidamente vendado) e Ema seguiram pelos túneis segundo as ordens da ruivinha. Eles subiram e desceram, de um lado para o outro, adentrando pelas passagens por quase uma hora até que chegaram a uma saída estreita:
- Uau... - disse Takato depois de ser retirado da passagem e retirar a venda. O grupo havia chegado em uma espécie de selva tropical, tudo que se via eram árvores e mata fechada por todos os lados.
            - Puxa isso parece a Amazônia... - comentou Ema também abobalhada com a visão. - Que lugar é esse?
            - É o quarto da Kaolla. - respondeu Sarah que estava acostumada com o lugar.
            - Não era mais fácil perguntar para Kaolla o motivo de tanto mistério ao invés de invadir o quarto dela? - sugeriu Takato que sempre preferia soluções pacíficas.
            - Logo se vê que é um tapado... - respondeu Mei mal-humorada. Com certeza a garota não preferia soluções pacíficas.
            - Vamos devagar agora. Ela pode perceber a nossa presença. - advertiu Sarah puxando uma faca para abrir caminho entre a vegetação. Os outros três a seguiram em silêncio.
            O quarto era enorme, na verdade nem parecia mesmo um quarto de tão grande. Os jovens andaram pela selva fechada por vinte minutos sem encontrar nada além de árvores e mato. Era tudo tão realista que o calor parecia mesmo equatorial, mesmo para o verão japonês era estranho um clima daquele dentro de casa:
            - Ainda quero entender como ela faz isso.... é surreal demais. - comentou Mei baixinho enxugando o suor do rosto.
            - Não é tão difícil quanto parece. - respondeu Sarah que havia ajudado a cientista a conceber aquela tecnologia aparentemente absurda enquanto prestava toda a atenção aos sons. Inesperadamente ela parou de andar e Mei, Ema e Takato colidiram levemente uns nos outros.
            - O que foi Sarah? - perguntou a Narusegawa irritada por ter quase sido derrubada pela desajeitada Ema.
            - Silêncio! - ordenou a loura muito séria o todos fizeram o máximo de silêncio que conseguiram atentos aos sons.
            Alguma coisa se moveu mais a frente em meio a mata. Os quatro jovens se encolheram ligeiramente eu perceber um vulto bem maior que o de um ser humano no local de onde vinham os sons. Nenhum deles ousava respirar normalmente, afinal nunca se sabia o que se poderia encontrar no quarto da princesa de Moru Moru. Mei sentiu uma sucção de ar as suas costas e viu que Ema estava prestes a espirar e revelar a presença intrusa deles ali.
            "Droga!" pensou a garota.
            "Essa não... segura aí Ema!" pensou Sarah.
            "Xii..." concluiu Takato já tendo certeza do que ocorreria.
            ATCHIIM!!!!
            QUEM ESTÁ AÍ?
            O vulto se moveu rapidamente por entre a vegetação na direção deles. Sua agilidade foi tamanha que não houve tempo nem para os jovens pensarem e se esconder:
            NÃO FAÇAM MOVIMENTOS BRUSCOS.
            - Mas que m... - disse Mei completando a frase sem emitir som vendo o perfil chocante do ser.
            A criatura a frente deles era simplesmente espantosa. Um ser de dois metros e meio de altura, parecendo feita de rocha, flutuando a vinte centímetros do chão, sem algo que lembrasse uma cabeça encarava os quatro adolescentes humanos sem sinais de emoção ao qualquer coisa que uma pessoa pudesse perceber.
            Sarah segurava a faca que usara para abrir a mata com força; Mei suava frio, mas continuava encarando o monstro sem hesitar; Takato fechou os punhos e engoliu em seco; Ema sentiu que estava prestes a desmaiar. Em menos de dois segundos um sistema interno do ser lhe forneceu todas as informações possíveis além de uma descrição breve de cada um dos seus alvos enquanto ele passava seus microscópicos olhos por estes.
            "Sarah McDowell" informou a voz interna do ser enquanto repassava informações técnicas sobre as habilidades físicas desta para seu banco de dados. "15 anos. Estrangeira que adora fazer bagunça e comentários que coleciona artefatos falantes".
            "Ema Maeda, 16 anos. Garota abobada que só se dá mal em tudo".
            "Mei Narusegawa, 15 anos. Garota misteriosa que parece ter aversão a todos os homens".
            "Takato Watanabe, 16 anos. Inteligente e simpático que sempre apanha muito, mas continua sendo amigável."(*gota*).
            - I-i-i-i-i.....i-isso é.... um..... e-et? - gaguejou Ema depois de quase um minutos de silencio onde ninguém se moveu ou fez coisa alguma. Estava mesmo quase desmaiando.
            - Pode se preparar seu et de laboratório... - ameaçou Sarah dando um passo a frente erguendo a faca que segurava. Todos os outros sentiram que estavam condenados.
            ESPERE. Disse o ser misterioso. NÃO É PRECISO...
            - Ema! - exclamou Takato aparando a garota quando ela desmaiou("Tava demorando..." comentou Mei tremendo).
            - OIEW GALERA!!!! - berrou Kaolla vindo até eles pendurada em um cipó. Ela parecia achar bem normal a presença do ser monstruoso porque não fez nenhum comentário sobre este ao pousar entre os exploradores e a criatura.
- Kaolla!!!! Mas que bicho é esse aqui no seu quarto?! - questionou imediatamente Mei sentindo que tinham uma pequena chance de sobreviverem com a presença da princesa-cientista.
- É! E também: por que você está esquisita nesses últimos dias?! - acrescentou Sarah ("No fim acabou perguntando pra ela..." pensou Takato(*gota*)).
- Ora, mas essa é bem fácil! - disse a morena animada. - A resposta para as duas perguntas é a mesma!
- A mesma? - estranhou Takato, mas rapidamente entendeu. - Ah! Você estava construindo essa coisa, não é? Por isso se trancava no seu.... er.... quarto! - deduziu dizendo a ultima parte observando o estranho aspecto daquele "quarto".
- Nya, você é esperto Takato! Uma boa cobaia... - comentou Kaolla em resposta afirmativa à teoria do garoto.
- Mas.... que coisa é essa Kaolla? Já vi você criar um bocado de coisa estranha, mas isso.... - perguntou Sarah que realmente não fazia idéia do que se tratava aquele ser.
- Ora, minha cara Sarah. - começou a outra com um tom teatral. - Este é meu mais poderoso e perfeito invento de todos. Eu os apresento ao Mecha Tamago One-Hundred!
OLÁ cumprimentou o mecha que tinha na verdade uma voz bem maia amigável do que seu antecessor. Todos ficaram boquiabertos:
- Ah.... olá. - respondeu Takato abismado.
- V-você é um.... mecha tamago? - admirou-se Ema que havia acordado durante a conversa.
- Caraça.... que bicho feio... - comentou Mei olhando com desconfiança para o robô.
DESCULPE SE MINHA APARÊNCIA NÃO LHE AGRADA, MEI NARUSEGAWA. Disse o mecha  curvando-se ligeiramente em sinal de respeito deixando Sarah, Ema, Takato e principalmente Mei boquiabertos. Kaolla sorriu orgulhosa:
- Viram? Além de possuir um conjunto novo de funcionalidades o Mecha Tamago One-Hundred é perfeitamente sociável e controlável, não oferecendo riscos à população civil. - explicou ela dando a impressão de uma daquelas vendedoras perspicaz de produtos para a cozinha que costumava aparecer na tv.
- O que? Ele é pacífico? - perguntou Sarah franzindo a testa. - Mas que graça tem?
- Heim?! - Takato não acreditou no comentário da loira. Será que aquele pessoal da Pensão Hinata não podia viver sem destruir tudo e arriscar a vida?!?!
- Ah... é que depois do "acidentezinho" com o Ninty-Nine, decidi mudar meu plano de dominação global. - explicou Kaolla também parecendo não gostar da idéia de falta de agressividade.
- "Acidentezinho"... - repetiu Kaolla lembrando-se da confusão com Kanako.(*gota*).
- Ah.... então não passa de um robô bobão! - riu-se Mei tacando uma pedrinha no mecha.
- 100% seguro! - confirmou Kaolla.
Porém, quando a pedrinha atingiu o robô ela desintegrou instantaneamente. Todas as luzes azuis pelo corpo do mecha tornaram-se vermelhas, colorindo todo o cenário. Um alarme soou alto.
MODO DE ANIQUILAÇÃO ATIVADO.
- Heim?! - exclamou Takato surpreso e confuso sem esconder o pavor.
- Ah... - tentou dizer ema agarrando o braço do garoto com força.
- "100% seguro"... - repetiu Sarah com um olhar frio para Kaolla.
- Epa... - disse Mei voltando a suar frio.
DESTRUIR. ANIQUILAR.
O mecha abriu diversas partes de seu corpo de onde saíram quase quinze tipos de armas diferentes. Ele disparou um laser em um árvore que desintegrou instantaneamente. Os cinco olharam mudos para o lugar onde estivera o vegetal:
- Corre!!!!!! - berrou Sarah e todos fugiram em diversas direções pelo meio da mata selvagem daquele quarto surreal. Apesar do perigo iminente, a risada de Kaolla era alta como o alarme do mecha:
- Nya ha ha!
- Ema, não aperte tanto! - exclamou Takato que levava a nerd, ainda segurando firmemente seu braço.
- Ai "meda"! - xingou Mei enquanto se embrenhava pelo mato.
- Que coisa mais irreal... - comentou Sarah para si. - Por que eu tenho que fazer parte de um mangá tão sem-noção!? E ainda num fic tão idiota!?
O mecha se deslocou com agilidade por entre a vegetação. Bastou meio segundo para aparecer bem na frente de Takato e Ema apontando suas inúmeras armas letais.
- Ah... - disse Ema branca como papel. - Ba... ba....
- Cuidado, Ema! - berrou o garoto empurrando a jovem para longe quando o robô enlouquecido atirou na direção desta. Ema caiu atrás de uma árvore e o raio mortal atingiu apenas o ar. - Esconda-se! - mandou ele olhando pela última vez para a garota de óculos antes de atirar uma pedra direto em uma das armas do mecha.
A estratégia de Takato funcionara. Mecha Tamago One-Hundred virou todos os seus canhões para o jovem que saiu correndo na direção oposta. As rajadas passavam a centímetros de seu corpo enquanto o mecha o perseguia por aquela selva sem fim:
- AIE!!! - Sarah berrou quando um laser passou bem na sua frente e Takato passou correndo por ali com o imenso robô em seu encalço.
"Droga, ele vai acabar me acertando." Pensava o garoto enquanto fazia o máximo para impedir que o mecha tivesse uma boa visão dele. "Mas como eu ARGH!". Takato tropeçou em algo e desabou violentamente, ficando cheio de arranhões profundos:
- Takato! - exclamou Sarah ao ver o mecha mais a frente preparando os canhões.
ELIMINAR ALVO disse One-Hundred mirando suas armas no indefeso garoto a sua frente.
- O que?! - gritou Ema aflita, não podia ver Takato, mas a exclamação de Sarah a sobressaltara. - Ele vai...? Ei.... mas o que é isso?
- Ah... d-droga... - gaguejou o garoto quase sem mover a boca. O suor escorreu pelo seu rosto e seu coração bateu doído quando as luzes das armas desintegradoras começaram a acender.
- O moleque vai morrer?! - exclamou Mei incrédula. - Mas isso é ilógico...
- He.... sabia que minhas armas eram boas! - ("Kaolla!!!!" indignou-se Mei).
Takato fechou os olhos para não ver seu último segundo. Não havia nada a ser feito.... ele morreria ali? No quinto capítulo da estória?! Mas ele não era um dos personagens importantes?!?! Mas como um autor pode ser tão estúpido!?!?! Provavelmente era mesmo seu fim se, no instante no qual o mecha já se preparava pro disparo, sua força não fosse cortada e ele simplesmente tombasse de lado como um boneco de metal bem grande:
- ... ? - Takato estranhou o fato de ainda estar vivo e decidiu abrir os olhos. - Mas o que?!
- Ué? O que houve? - perguntou Sarah indo até o robô aparentemente desligado.
- Você tá vivo?! - surpreendeu-se Mei chegando até a cena junto com Kaolla.
- Mecha Tamago One-Hundred... - choramingou Kaolla indo até seu invento com ar de quem parecia ter perdido um filho. - Mas como pode ter quebrado tão rápido? Era tão perfeito...
- Na verdade... ele não está quebrado. - disse Ema aparecendo pelo meio da vegetação.
- Não?! - indagou Sarah pulando para longe do mecha inativo.
- Não. Eu só... - começou Ema mostrando um plug com um grosso cabo. - ... puxei ele da tomada.
- Tomada!?!? - exclamou Mei indignada.
- Nya ha ha! Quase perfeito... - admitiu Kaolla coçando a cabeça.
- Ah... ufa... - disse Takato respirando tão aliviando como se fosse a primeira vez na vida quer realmente respirasse.
- Er... - tentou dizer Sarah sem acreditar em tudo aquilo. - Só podia ser coisa da Kaolla mesmo.... - (*gota*).






- Espero que depois dessa você desista de ficar aqui todos os dias seu moleque. - disse Mei esperançosa.
Os cinco amigos estavam em um dos pátios abertos da Pensão Hinata. Era fim de tarde e Sarah e Ema ainda passavam sermões em Kaolla pelo ocorrido:
- O que? Mas hoje foi tão legal! - argumentou Takato com a barriga e o braço enfaixados, além de estar com vários arranhões e machucados pelo corpo.
- Puxa vida Kaolla! Se não fosse a tapada da Ema, agente estava era morto agora! - brigou Sarah.
- Ah... - tentou defender-se Ema sem encontrar argumentos.
- Nya ha ha!
- Você é masoquista ou o quê, moleque?
- Ei, Mei! Por que você é tão dura comigo? - perguntou o jovem Watanabe ofendido com o "masoquista".
- Num liga não. Ela trata assim todos os homens. - disse Sarah intrometendo-se.
- Ah... cala a boca. - mandou a mal-criada Mei Narusegawa.
- Capítulo estranho esse né, Ema? - perguntou Kaolla com as mãos atrás da cabeça.
- Hum... pode ser, mas todas as estórias tem que ter episódios assim. - comentou Ema.
           
Takato parou e observou enquanto as garotas continuavam a conversar. Realmente ele se divertia naquela Pensão Hinata. Cada vez mais ele se convencia de que havia alguma magia naquele lugar que tornava especial... ou seria...? Não,  não, ele não queria pensar nisso agora, bastava naquele instante saber que gostava daquele lugar e suas moradoras, talvez até demais de uma delas, mas só o tempo lhe diria com certeza o que precisava.

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