terça-feira, 5 de dezembro de 2017
The Superbit {...} Reborn?
Estou falando de tudo isso para chegar ao ponto de que, por mais que o tempo nos "afaste" de algumas coisas ainda somos na verdade tão capazes de alcançar aquilo quanto éramos no momento seguinte ao primeiro acontecimento. Certo, não é possível reverter fatos encadeados, ou fazer voltar a juventude de outrora. Porém sempre é possível dar mais um passo em uma daquelas inúmeras estradas intelectuais abertas há tantos anos.
The Superbit {...} foi um nome estranho que utilizei para um blog sobre programação. O projeto teve curta duração e, tantos anos depois, parece quase estranho uma estudante de Letras para Tradução ter feito aquilo. Porém a questão é que, mesmo não programando profissionalmente há cinco anos isso não faz de mim menos programadora. Programar é algo que está na raiz do indivíduo, como a criatividade e o impulso artístico.
Programar é arte, The Superbit {...} é um nome bom pra caramba e estou fazendo uma coleção de pseudônimos e linhas de trabalho literário já incontáveis. O que tudo isso significa? Que sempre é momento para continuar o que parece ter ficado tão distante, no tal do tempo que na verdade não tem nada haver com proximidade ou longitude de qualquer coisa.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Mundo Cyberpunk
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Quando verdade e ficção são vistas como coisas iguais
De certa forma lembrar é o mesmo que imaginar. Quando imaginamos uma cena de um livro estamos fazendo um processo bem similar ao de lembrar do primeiro dia de aula do Ensino Médio (aquela merda de dia). Ou seja, não há diferença mental entre coisas que realmente aconteceram e coisas que aconteceram em filmes ou livros.
Ficção e Realidade estão no mesmo nível. Ótimo! Comprovei minha intuição e todos foram felizes. . . Certo?
Hoje na aula de Estudos Portugueses I (a qual eu carinhosamente apelidei de Filosofia 2017/2) os debates culminaram em uma constatação no mínimo estarrecedora do momento em que vivemos: Estamos em um mundo onde alguém pode dizer que o Nazismo nunca existiu e isso ser tratado no mesmo nível do que uma declaração de um historiador com décadas de experiência do assunto sobre o oposto.
Indo para outros exemplos, estamos em um momento em que pessoas são capazes de defender a Terra Plana e dizer que toda a ciência dos séculos que nos antecederam são apenas "mentiras feitas para beneficiar os vendedores de globos terrestres pra aulas de geografia mentirosa". Não importa o quanto isso seja estúpido, simplesmente tudo é tratado como se fosse tão relevante quanto as descobertas feitas pelas pesquisas mais recentes dos astrônomos que dedicassem suas vidas nas missões bilionárias da NASA.
A mentira deixou de ser mentira para se tornar pós-verdade, para se tornar apenas mais uma versão da ficção que a verdade também se tornou. Mentira e Verdade são a mesma coisa.
Agora o que me parecia uma questão teoria interessante, que criava a possibilidade de que Sofia e Heidi e Nós estivéssemos numa igualdade de existências se ligou a um viés de violência ideológica e obscurantismo histórico que atormenta nosso convívio social diário. Vivemos em um tempo onde tudo acontece muito rápido, então não há como saber se essa onda de pensamento retrógrado irá passar em uma década e afundar nossa sociedade em um século de retrocesso perigoso em todos os níveis.
Vivemos uma histeria controlada ao limite. Aqui no Brasil estamos sendo enganados todos os dias pela classe política, engolindo um Golpe e ouvindo um bando de babacas falando em colocar um racista homofóbico como próximo presidente. Está tudo tão relativizado que isso outrora seria uma piada e agora é medo real.
Será que realmente é uma boa ideia que ficção e realidade sejam iguais?
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Como o acordar de um sonho
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Seria a consciência uma ilusão narrativa?
Trilhões de neurônios. Robôs que criam robôs e que geram uma consequência inusitada: a consciência.
A consciência é o ruído proveniente da ação desses bilhões de robôs celulares?
Somos ruído.
O fluxo de consciência não é único nem linear. Ele repete fatos e falas, mas também cria coisas novas, o tempo inteiro.
Se somos ruído, somos ruídos capazes de desvendar o Universo?
Ruído.
Se somo ruídos, basta que uma máquina também tenha bilhões de bilhões de partes lógicas independentes que esse mesmo tipo de ruído irá surgir naturalmente.
E então estará provado.
Somos consequência, não consciência.
Somos ruído.
Ruído que cria ruídos, que constrói o que não existe. Somos o ruído capaz de criar Universos novos, intangíveis. A cada segundo, para toda a eternidade.
Narramos a nós mesmos como se fôssemos um único personagem.
Obedecemos esse personagem
Ele é apenas um personagem
Não existe um Eu real, apenas uma forma narrativa que é resultado tanto de fatores químicos internos e inerentes ao caos dos robôs celulares, quanto à nossa própria capacidade de acreditar que existe um Eu real que determina como nós agimos.
A pergunta fundamental (Quem sou Eu?) é uma bobagem, afinal o Eu não é Ninguém e é todos ao mesmo tempo.
A consciência é o Tudo e o Nada.
A consciência surgiu apenas por conta da evolução? Essa evolução foi deliberada?
É possível, afinal um sujeito consciente é capaz de compreender abstrações do que um sujeito que age apenas em função de seus instintos subconscientes. É a diferença entre um cão e um homem. O homem é capaz de fazer coisas completamente sem sentido físico direto, mas que o levam à situações mais confortáveis ou favoráveis à sobrevivência.
A consciência é um ruído, mas não é um acidente.
A consciência é um ruído descontrolado, guiado pela linguagem, moldado para nos tornar capazes de sobreviver à muito mais do que os outros animais.
Mas somos falhos, nosso egoísmo e nossos impulsos violentos nos tornam destrutivos para com os outros.
Egoísmo, pensar apenas em si. Parece estranho que uma coisa ilusória como a consciência se preocupe tanto consigo mesma.
Ao mesmo tempo
É apenas sendo egoísta que a consciência consegue atingir seu potencial máximo de evolução. É assim que ela nos torna capaz de sobreviver à custa de outros, objetificá-los, ter vantagem, confortos e segurança extra. Segurança nunca é demais para a evolução.
Ou talvez seja.
Pois quando chegamos ao mundo onde conceitos importam mais do que perigos reais começamos a acreditar que realmente o tal Eu é algo que precisa ser entendido e elevado.
Nosso Eu é mais importante que o Eu dos outros.
A capacidade de abstrair estar no centro disso tudo.
Mas é notório que nossa consciência tem muitas falhas.
Ela é fraca e limitada
Pois nos prendemos à ilusão do eu
Pois somos incapazes de perceber o futuro com clareza
Por isso criamos perspectivas falsas
Criamos cenários irreais e acreditamos em falácias com muita facilidade
Somos nossas consciências?
Talvez no estado atual das coisas podemos dizer que sim
Somos os seres desse ruído
O ruído proposital
Porém estamos tão mergulhados no mundo dos ruídos que ganhamos novas camadas de complexidade que podem nos fazer bem, ou fazer mal
É a capacidade de ter crença. A mesma que pode nos fazer sobreviver às estações do ano ou pode nos levar à matar milhões de outros seres vivos sem piedade.
Mas afinal isso é mesmo algo ruim?
Os valores são coisas criadas por nós.
Mas do ponto de vista evolutivo criar violência não é inteligente quando ela gera a possibilidade de revanche, de retorno dessa violência contra nós.
Está dizendo que não existe a moral ou a bondade?
Nunca existiu.
É tudo coisa desse ruído maluco
Esse ruído
Agora, voltando à questão narrativa
Nós criamos personagens e nós mesmos interpretamos um personagem
Mas por que é assim?
Penso que possa ser uma questão de limitação
Assim como não somos capazes de falar diversas frases ao mesmo tempo, pois só temos uma boca,
Não somos capazes de nos compreender como seres diferentes ao mesmo tempo
Ainda que sempre sejamos diferentes
Somos a pessoa da faculdade
A pessoa do trabalho
A pessoa da família
A pessoa com nós mesmos
Buscamos, em alguns casos, harmonizar essa visão de quem somos
Criar uma narrativa coesa
Pois a falta de coerência é algo que nos incomoda
Mesmo em nós mesmos
Cria um tal "peso na consciência"
Por que não somos capazes de lidar com o fato de não sermos uma pessoa só
Nem mesmo de um minuto para o outro
Nem mesmo de hoje para amanhã
Somos o ruído
Uma resposta de instintos domados por pensamentos abstratos
moldados por linguagem
Linguagem oral, na maioria das vezes,
Mas também linguagem gestual, por libras, por imagens
Talvez seja difícil pensar que existe pensamento sem linguagem porque somos totalmente emoldurados sobre essa estrutura comunicativa
A língua
Mas isso não é uma verdade
Não somos capazes de pensar hoje sem palavras
Por que já crescemos tempo demais pensando com palavras
O pensamento por si só é uma questão muito interessante.
O que é o pensamento?
Tudo tem um motivo instintivo e biológico
Tudo é satisfação e segurança
Tudo
Mesmo o amor
Mesmo o ódio
Talvez seja fácil notar no medo
Mas é nebuloso se pensar nisso à respeito da ética
Mas todos são biológicos
O que leva à busca do conhecimento?
Satisfação
Nos tornamos complexos à ponto de compreender abstrações em níveis muito superiores à Abstração Primeira
Nós mesmos
O Ruído
Abstração Primeira
Eu
Consciência
Não existe nenhuma consciência?
É como a tela do celular
Uma cara
Na frente de sistemas muito mais complexos
Só vivemos de maneira narrativa
Não entendemos o espaço
o tempo
eu
o outro
o mundo
sem ser por narrativa
construímos narrativas desde que aprendemos sobre o tempo
mas só aprendemos sobre o tempo por termos memória do que já aconteceu
memória
marca do tempo que passou
aprendemos à duras penas sobre ação e reação
chorar nos deixa sem ver televisão
nossos pais nos ensinam sobre tudo isso
através da moldura da linguagem
Língua
As línguas são moldes de realidade
Realidade
A Abstração Segunda
Vem logo após o Eu
A Realidade é uma abstração do que nosso sentidos são capazes de captar
Com fatores lógicos e abstratos que construímos a partir de memórias e sensações
Se não somos os mesmos de cada segundo no passado
Escrever é o ato de colocar a expressão linguística desse ruído interminável em um espaço
seja digital
seja físico
Escrever é gravar o fluxo de linguagem que existe em uma parte do nosso pensamento
A ficção e a realidade são abstrações no mesmo nível
São Abstração Segunda
Pois ambas se passam em nosso Ruído
e ambas são intangíveis
ambas dependem só da nossa visão
ambas são reconstruções de conceitos apreendidos externamente
ou pelo menos reconstruções desses mesmo conceitos
repetição e reaparecimento
releitura
aprender palavras é aprender novas maneiras de construir abstrações
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Por que escrevo literatura?
Apenas através da escrita é possível imortalizar um sentimento. É através desse meio que se pode lançar uma emoção de dentro de um alguém para outras tantas pessoas, em tantos outros lugares do mundo e do futuro.
Escrever literatura pode servir ao bem e ao mal, pois está além desses conceitos fracos. A literatura influencia, marca e constrói a alma humana. Também esta tem a capacidade de destruir, desconstruir tudo o que havia antes no intuito de recriar uma alma mais forte.
Literatura pode ser apenas um entretenimento ou ser a mais ambiciosa possível e, em todos os casos, ainda carregará sempre consigo pelo menos uma semente daquilo que é intangível. Do mais profundo do que é a existência humana e do que é o mundo que construiu aquele autor. Mesmo quando o enredo em nada tem haver com a realidade é tudo sobre a realidade que de fato se vê.
Escrever é construir a si mesmo. É destruir suas certezas sobre si e sobre tudo. É tornar-se capaz de ouvir o outro e tirar disso palavras para tentar expressar o que se sente. É descobrir lugares ocultos da própria alma. É sentir como se a realidade de dentro e de fora de si fossem equivalentes ao ponto de uma não poder viver sem a outra.
Ainda que a maestria na arte da escrita seja algo para poucos, todos somos livres para experimentar dessa magia. Basta coragem, paixão e um fraco senso de praticidade. Afinal, num mundo de objetificações e urgências, sentar-se para escrever um romance é um ato de rebelião. Escrever é ir contra o que manda a regra. É como toda e qualquer arte, tão fundamental à vida e ao mesmo tempo massacrada pelas normas de um mundo do comum e do mais do mesmo.
Escrevo literatura pela chance de me sentir livre.
Escrevo sonhando com o momento em que aquela parte de mim será conhecida por um outro alguém. Faço pensando em todos esses alguém.
Escrevo porque já me acostumei à sonhar em texto e minha cabeça fica pesada todos os dias em que não jogo no papel digital um parte de toda aquela profusão de sons e vidas imaginárias.
Escrevo porque espero reconhecimento. Quero ser aceita por aqueles que leem e quero que eles se sinta mais aceitos ao ler o que escrevo. Por esse motivo muitas vezes escrevo sobre coisas que me dizem muito respeito. Sobre ser mulher, sobre ser lésbica, sobre ser alguém distante da sua terra natal, por ser alguém que vê o mundo inteiro como algo misterioso e incompreensível.
Escrevo porque só assim sou capaz de compreender uma pequena parte da minha própria alma. Escrevo porque não saberia viver de outra forma.
Não busco a maestria. Quero me emocionar e viver tudo o que só é possível viver nos sonhos de palavras. Nesse meu estranho universo individual não existe nada mais poderoso do que literatura.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Promessas de começo de semestre ainda valem de algo?
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Manifesto da Calma
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Mudando de web atitudes
Eu, Lilian Kate Mazaki, tenho um problema sério com relação à publicões na web: a dispersâo de conteúdo. Ou seja, estou sempre abrindo novos espaços na webpars postar conteúdo, ao invés de fazer isto em um único endereço. Claro, a culpa disso é o fato de eu não resistir em testar ferramentas.
Só que isso gera um enorme inconveniente: meus textos acabam espalhados de modo que somente eu sei o que já escrevi ou não.
Tumblr, blogs no blogger e wordpress, twitter, twitpic facebook. . . Uma gama de sites onde meus projetos e idéias ficam jogados.
E porquê estou tagarelando com vocês sobre isso? Isso é porque agora decidi tentar resolver isto, centralizando essas publicações aqui no Creative 1000%. Claro, eu ainda tenho o Mundo Mazaki (e outros projetos conjuntos), mas fora esses a idéia é trazer os conteúdos diversos pra cá.
A moral da história é que mais vale misturar um pouco alguns conteúdos do que ter uma coletâneas de sites abandonados. Por tanto o Creative 1000% cai se tornar bem mais "criativo" doque esta. Quem sabe separar as coisas por colunas. Bom, isso eu organizo sozinha ne, é o mínimo.
Bom, por hora é isso.