Escrever é como uma forma de magia muito antiga e extremamente poderosa. Ela encanta quem lhe conhece e confere aos seus artífices capacidades extraordinárias.
Apenas através da escrita é possível imortalizar um sentimento. É através desse meio que se pode lançar uma emoção de dentro de um alguém para outras tantas pessoas, em tantos outros lugares do mundo e do futuro.
Escrever literatura pode servir ao bem e ao mal, pois está além desses conceitos fracos. A literatura influencia, marca e constrói a alma humana. Também esta tem a capacidade de destruir, desconstruir tudo o que havia antes no intuito de recriar uma alma mais forte.
Literatura pode ser apenas um entretenimento ou ser a mais ambiciosa possível e, em todos os casos, ainda carregará sempre consigo pelo menos uma semente daquilo que é intangível. Do mais profundo do que é a existência humana e do que é o mundo que construiu aquele autor. Mesmo quando o enredo em nada tem haver com a realidade é tudo sobre a realidade que de fato se vê.
Escrever é construir a si mesmo. É destruir suas certezas sobre si e sobre tudo. É tornar-se capaz de ouvir o outro e tirar disso palavras para tentar expressar o que se sente. É descobrir lugares ocultos da própria alma. É sentir como se a realidade de dentro e de fora de si fossem equivalentes ao ponto de uma não poder viver sem a outra.
Ainda que a maestria na arte da escrita seja algo para poucos, todos somos livres para experimentar dessa magia. Basta coragem, paixão e um fraco senso de praticidade. Afinal, num mundo de objetificações e urgências, sentar-se para escrever um romance é um ato de rebelião. Escrever é ir contra o que manda a regra. É como toda e qualquer arte, tão fundamental à vida e ao mesmo tempo massacrada pelas normas de um mundo do comum e do mais do mesmo.
Escrevo literatura pela chance de me sentir livre.
Escrevo sonhando com o momento em que aquela parte de mim será conhecida por um outro alguém. Faço pensando em todos esses alguém.
Escrevo porque já me acostumei à sonhar em texto e minha cabeça fica pesada todos os dias em que não jogo no papel digital um parte de toda aquela profusão de sons e vidas imaginárias.
Escrevo porque espero reconhecimento. Quero ser aceita por aqueles que leem e quero que eles se sinta mais aceitos ao ler o que escrevo. Por esse motivo muitas vezes escrevo sobre coisas que me dizem muito respeito. Sobre ser mulher, sobre ser lésbica, sobre ser alguém distante da sua terra natal, por ser alguém que vê o mundo inteiro como algo misterioso e incompreensível.
Escrevo porque só assim sou capaz de compreender uma pequena parte da minha própria alma. Escrevo porque não saberia viver de outra forma.
Não busco a maestria. Quero me emocionar e viver tudo o que só é possível viver nos sonhos de palavras. Nesse meu estranho universo individual não existe nada mais poderoso do que literatura.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Promessas de começo de semestre ainda valem de algo?
Hoje começou o quarto semestre da minha segunda graduação (não ter feito o TCC da primeira não muda o fato de eu ter cursado tudo, afinal) e tudo foi bem péssimo. Essa é a impressão que uma enxaqueca horrível causada pelas crises constantes de sinusite deixou, mas a verdade é que me sinto sempre muito bem em começar novos desafios e rever as amizades de curso (todas pessoas com as quais aprendo muito e sempre).
Para tentar aguentar a dor da enxaqueca enquanto estava no trabalho me dei um tratamento de "alegria instantânea": fui reler comentários de meus antigos fanfictions postados no Kono-ai-Setsu. Ainda que muitas pessoas desprezem o valor dos fics (um assunto que rende um debate quase infinito) devo dizer que não apenas gostei de já tê-los escrito como ainda gosto de escrevê-los quando a rotina permite. Um bom fanfiction é tão valioso quanto um fanart bem feito, ou quanto um doujinshi pensado e desenhado com alta técnica artística. E, apesar da falta de valor, tenho cá meu orgulho com meu saudoso Mastered Negima e seu texto simplório.
Mas o que isso tem haver com promessas de começo de semestre? Bom, já faz mais de dez anos que comecei a publicar aqueles fanfictions e minha vida sofreu transformações quase surreais nesse meio tempo (algum dia terei que detalhar isso), mas fato é que ainda estou só no começo do meu trabalho como escritora. Recém consegui terminar a reescrita da quarta versão de um romance original longo de ficção-científica, o que mal pode ser considerado metade do caminho para que esse texto consiga chegar à algum público que o queira consumir.
Mesmo depois de dez anos, ainda estou no começo. Mesmo que já soubesse usar técnicas bem desonestas para provocar sentimentos variados no leitor com "Lives", minha técnica de escrita melhorou muito nesse período e ainda tem muito à melhorar. Dá um sentimento muito estranho perceber o quão cumprido é caminho que ficou para trás e também o que vem pela frente.
Não tenho como fazer promessas de começo de semestre que não seja "tentar sobreviver à carga de leituras e trabalhos do quarto período," mas ainda assim me sinto cheia de esperança em perceber que tenho sempre esse longo caminho diante de mim, se abrindo ao infinito das possibilidades, esperando que eu dê aos anseios escolhidos, a vazão em realidade que tanto merecerem.
Que sorte estar no quarto período, a professora de Produção Textual do segundo e terceiro períodos iria me matar se encontrasse um texto tão pessoal e nada "objetivo" meu online.
-LKMazaki - Agosto de 2017
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Micro-conto
O rapaz assistia toda noite ao show da banda famosinha. Conhecia as músicas, seguia o site e fazia parte dos grupos.
A banda logo deveria se tornar uma sensação nacional, mas de alguma forma isso deixava o rapaz preocupado.
Não saberia como lidar com as fãs do guitarrista, seu namorado.
Impulso
Dois textos para terminar
Quatro livros para resenhar
Três cadeiras da faculdade com matéria acumulada
Um pensamento
O banal dos sonhos incontidos
Naves espaciais
Magos sombrios
Cidades sujas e frias, não parecidas com as que conheço
Um único pensamento
Me carrega para longe de todas as prioridades
Inversão de papéis
Num abandono de forma e rima
Métrica ou quadra,
Quarta, quinta. . .
Devaneio sem freio me leva de encontro
À parede de tijolos das responsabilidades
Ainda assim não há receio
Ou preocupação
Quando nasce o impulso do pensamento
Os sonhos despertam
E o restante parece apenas um único mar de baboseiras
Quatro livros para resenhar
Três cadeiras da faculdade com matéria acumulada
Um pensamento
O banal dos sonhos incontidos
Naves espaciais
Magos sombrios
Cidades sujas e frias, não parecidas com as que conheço
Um único pensamento
Me carrega para longe de todas as prioridades
Inversão de papéis
Num abandono de forma e rima
Métrica ou quadra,
Quarta, quinta. . .
Devaneio sem freio me leva de encontro
À parede de tijolos das responsabilidades
Ainda assim não há receio
Ou preocupação
Quando nasce o impulso do pensamento
Os sonhos despertam
E o restante parece apenas um único mar de baboseiras
LKMazaki - Agosto de 2017
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Dança Sombria
Estávamos nós, eu e Gustavo, de mãos dadas, girando tristemente ao redor de coisa alguma. Tudo era cinza e sem forma no mundo. Apenas nós dois ali, rindo e chorando, sabíamos existir. De onde havia vindo isto? Como poderia ter sido diferente?
Fazia algum tempo desde nosso último encontro. A vida agitada, os compromissos reais e os fantasiosos com os ditos sonhos, haviam nos feito distantes por mais tempo do que eu poderia lembrar.
Mas em nada ele havia mudado, não mesmo. O Gustavo nunca mudava. Sempre a mesma cara cansada, de manchas escuras ao redor dos olhos por conta da insônia. Sempre as roupas escuras e a pele sem marcas de sol. Que aparência deprimente ele tinha.
Ainda assim eu sabia, e sempre soube, que estávamos destinados a dançar novamente. Mais uma vez e para todo o sempre, girando e girando pelos dias e noites que se sucedem ao nossos passos.
Eu sou felicidade e ele é tristeza. Enquanto construo os pilares dos nossos sonhos, ele apenas espalha a terra para que tudo afunde. Eu sonho e ele grita. Mas é quando meu canto se torna um grito que ele mostra a sua força.
Foi assim que nos reencontramos. Pois por maior que seja a felicidade ela não é feita sem momentos ruins. Na solidão da minha desgraça chorei por não ser capaz de controlar o passado nem o futuro. Ele então apareceu, ouvindo meus lamentos e segurou minhas mãos:
"Aceite o desespero e nós dois poderemos nos fazer companhia por toda a jornada."
Como eu fora tola. Exibindo meus sorrisos e me gabando da minha habilidade precária. Enquanto me enchia de cores eu deixava meu lado mais frágil favorável a levar um golpe fatal. Por sorte eu apenas caí, sem ar, com dor e medo. Não morri, e Gustavo me abraçou quando me colocou de volta sobre meus pés.
Ele era quente como o abraço da nossa amada. Macio toque do seu casaco preto. Seus cabelos um tanto desgrenhados se pareciam mais familiares do que jamais eu notara. Talvez esse tenha sido o primeiro passo para que eu entendesse, uma vez mais, que não tinha como existir sem ele comigo.
As lágrimas se tornaram apenas ardor e eu esqueci sobre o passado e o futuro. Do que importava se tudo era apenas desespero? Pra quê lamentar-se do que já era feito de desgraça? Por que estive tanto tempo esquecendo daquela parte tão podre e deliciosamente viva da minha própria alma?
Dançamos. Cantamos à desgraça e à confusão. Sorrimos e rimos da nossa mesquinharia e reafirmamos nossos gostos em comum pelas sombras da alma. Somos opostos e ao mesmo tempo iguais. Gêmeos indissociáveis. Em mundos paralelos e mais próximos que pés e mãos.
Foi um belo reencontro esse nosso. Me ajudou a perceber minha tolice e achar que posso estar nessa sozinha. Eu preciso de Gustavo e de todos os outros. Todos eles. Cada um tem muito a me ensinar e apenas com a força de cada um é que poderei continuar traçando esse caminho torno, nessa estrada torta que é a vida.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Falsa Equivalência, ou a lógica do Tempo do Obscuro
Se todos os machistas são pessoas
E todos os homens são pessoas
Logo
Todos os homens são machistas
Se todas as feministas são pessoas
E todas as mulheres são pessoas
Logo
Todas as mulheres são femininas
Se todas as mulheres são feministas
E todos os homens são machistas
Logo
Todos os homens são mulheres
E todos os homens são feministas
E todas as mulheres são machistas
E todos os machistas são feministas
E você não é ninguém
E todos os homens são pessoas
Logo
Todos os homens são machistas
Se todas as feministas são pessoas
E todas as mulheres são pessoas
Logo
Todas as mulheres são femininas
Se todas as mulheres são feministas
E todos os homens são machistas
Logo
Todos os homens são mulheres
E todos os homens são feministas
E todas as mulheres são machistas
E todos os machistas são feministas
E você não é ninguém
LKMazaki - Agosto de 2017
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Paralisia da insônia
Todo mundo já procrastinou alguma vez na vida sobre alguma coisa. Na verdade podemos realizar esse pecado capital moderno algumas vezes durante o dia, todos os dias, e ainda continuarmos sendo cidadão exemplares dentro dos parâmetros da exigente máquina de produção na qual estamos inseridos. Porém sempre há o risco de cair em um ciclo onde esse processo não seja mais agudo, mas crônico, nos levando ao que vou chamar de Paralisia da Insônia só para ilustrar de maneira fácil de lembrar.
Você faz sua lista de tarefas para o feriado de três dias: um exercício de língua estrangeira, a revisão de um conto, o estudo de uma matéria, três textos para ler, dois resumos, um questionário. . . Logo sua página está inteira preenchida e você se lembra de que tem uma família para dar atenção, um jogo que adoraria retomar, uma série para assistir, aquele encontro com amigos que já estava marcado há dois meses. . . Você então entra em pânico.
Aproveitar o feriado se torna um massacre e trabalhar sem parar nos seus afazeres também, pois você está negligenciando sua família, cachorro, tamagochi ou seja lá o que for. É uma situação onde você perde ou perde. E daí você escolhe a "terceira via duvidosa": não fazer nenhuma coisa, nem outra. Você entra na Paralisia da insônia.
Procrastinar gera uma sensação de culpa que é difícil de engolir. Porém não somos máquinas guiadas por um programa de computador que leva em consideração as prioridades pragmáticas. Lembramos à todo momento que somos humanos, que (talvez) nos amemos e queiramos nos proporcionar algum tempo de prazer nos raros momentos em que não somos impelidos para o trabalho, estudo, ou qualquer outra obrigação para convívio dentro da sociedade que tenhamos. Queremos ter a ilusão de ser livres e ter escolhas sobre nossa rotina, mas esse desejo não é capaz de desligar o senso de dever e culpa que esse prazer "mundano" trás.
Sem alternativa, nos tornamos como vegetais, incapazes de fazer uma coisa ou outra. Nos escondemos de tudo em aplicativos, em navegação inútil ou em algum livro que nem temos mesmo interesse em ler, só estamos usando de escudo para encarar os fatos.
Assim, uma lista de tarefas se torna uma bomba que explode no nosso colo nos tornando incapazes de dormir, de nos divertir, de nos sentir satisfeitos com os três dias de descanso proporcionados pelo feriado que nem sabemos o sentido. Estamos paralisados, insones, frustrados e irritados. Escrevemos um texto para fingir que superamos tudo, mas na verdade temos toda aquela lista nos esperando, pronta para nos degolar na manhã seguinte.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Nada Pessoal
Abstrair
conceitos da realidade é parte da nossa rotina. Abstraímos lugares para assim
os conhecer; abstraímos acontecimentos e fazer relações que escapam do óbvio. É
assim que compreendemos o mundo. Porém existe um tipo de movimento de abstração
que é ao mesmo tempo necessário e perigoso: somos capazes de separar o conceito das
pessoas de quem elas realmente são.
Quem
nunca ouviu a frase “não leve isso para o pessoal” após receber alguma ofensa
que com certeza já lhe tirou da seriedade de ânimos? Dia desses descobri que
uma antiga amizade com a qual tinha contato atualmente só pela internet havia
perdido o interesse no nosso vínculo e me excluído de suas redes. Não leve para
o pessoal, ela disse em seu perfil, após ter feito a operação com várias
pessoas além de mim, é que quero que minhas atualizações mostrem apenas coisas
que me sejam de interesse.
E
pra que lado eu poderia tomar aquele que não o pessoal? Havíamos trabalhado
juntas em projetos artísticos, em um grupo que havia sido quase uma segunda
família para os membros naquele ano. Agora que meu contato não era mais
interessante era algo nada relacionado ao pessoal sair excluindo à mim e a
outros colegas do mesmo período?
Abstraímos
pessoas o tempo inteiro, tornando-as conceitos com os quais lidamos de maneira
mais simples do que lidaríamos com essas massas de carne e incredulidade
tangível da qual surgem essas abstrações. Precisamos simplificar e agrupar
algumas vezes para entender como devemos nos comportar em determinadas
situações. Pessoas da empresa, colegas da faculdade, amizades da época da
escola. . . Criamos grupos conceituais e encapsulamos os outros modelos
metafóricos que representam vagamente as pessoas com quem convivemos.
Ninguém
faz isso com o objetivo de ser frio simplesmente. É que somos incapazes de dar
total atenção para cada uma das pessoas que estão em nosso convívio. Nossa
consciência é incapaz de suportar a quantidade de informação necessária para
ter uma visão complexa e completa de cada um dos vizinhos, dos clientes do
lugar onde se trabalha ou de alunos das ênfases mais desconhecidas da Letras.
Precisamos desse espaço precioso de raciocínio para trabalhar outras coisas
inúmeras que nos assaltam a todo o momento. A música na playlist do celular, ou
o tamanho da fila do R.U. precisam de espaço e para isso simplificamos aquelas
centenas de pessoas enfileiradas à um grupo sem distinção que está tornando nosso
horário de almoço mais caótico.
Tornar
pessoas coisas com as quais não fazemos relação ao lado pessoal é também
perigoso. Todos se tornam coisas e coisas podem ser colocadas de lado com
facilidade. Tratadas como quantidades ou apenas como acúmulo de espaço.
No
fim eu também excluí aquela antiga grande amiga de projeto do meu feed do
Twitter e do Facebook. Não quero gastar meus olhos lendo suas opiniões inconstantes
ou vendo suas divulgações de projetos que não me interessam. Não é nada
pessoal, eu só quero poder deletar a abstração dela da minha realidade.
sábado, 4 de março de 2017
Corrida contra o Infinito das Idéias
Por algum motivo não existe tempo o suficiente em um dia para fazer tudo o que gostaríamos. Mesmo que o dia tivesse 200 horas é certo de quem não seria o suficiente. Sempre queremos fazer mais, queremos ser mais, aproveitar mais da vida e fazer com que cada minuto que temos dessa parca vida sirva para algo útil, ou pelo menos divertido. Ao buscar fazer tudo, é fato de que o tempo nunca parece se adequar aos nossos desejos ilimitados.
Desde meus 17 anos eu venho desenvolvendo mais e mais projetos pessoais em paralelo. São livros que começo a escrever, são séries em tiras de quadrinhos que começo a desenhar, são blogs, são participações em outros blogs, são ainda mais blogs. . . e por aí vai. O tempo nunca é o suficiente, ainda mais quando você tem a obrigação de trabalhar em uma empresa se quer manter-se no jogo do capitalismo. Ainda mais se você decidir começar uma segunda faculdade alguns anos depois de ter largado a primeira. . .
Sim, o tempo nunca é o suficiente, mas é melhor que seja assim. Ainda que seja frustrante não ter como realizar tudo, a sensação de ter que apressar-se para que a vida não termine sem que façamos o primeiro movimento no tabuleiro deste jogo complexo do viver é uma motivação que pode também nos enlouquecer. Mas daí enlouquecemos com qualquer coisa mesmo, pelo menos sendo por um bom motivo é algo positivo. Mesmo que fiquemos deitados durante a noite e trabalhando com pasmaceira durante o dia, isso não significa que a vida irá desacelerar - pelo contrário. A vida passa rápido, não importa se você faz uma ou vinte coisas ao mesmo tempo. O nosso tempo esgota cada vez mais rápido e isso é algo que está além do nosso controle.
Sigo me enfiando em mais projetos, mesmo sabendo que é impossível ser tudo. Com os anos vou aprendendo a finalizar alguns desses projetos no meio do caminho, sem que isso diminua realmente a ansiedade que é correr sem parar. O tempo passa rápido, mas pelo menos minha checklist me lembra da quantidade de coisas que fiz e experienciei por sacrificar um tanto de descanso ou mesmo a sanidade.
Melhor assim. Melhor assim. . .
quarta-feira, 15 de junho de 2016
À procura de emprego
Procura-se emprego nos ramos artísticos
Sabe-se escrever prosa em língua clara
Além de desenhar em linguagens gráficas diversas
Canto
Poesia
Sabe-se inclusive pensar
E ser crítico sem sair da racionalidade para adotar a paixão
(Diga-se de passagem um diferencial e tanto na Era das Curtidas)
A remuneração pretendida não é ostensiva
Talvez o mínimo para comprar lápis e papel
Quem sabe apenas um cumprimento já valha o mês de esforço
Ou apenas um sorriso
Por favor entrar em contato através da rede social menos popular
E utilize como identificação o assunto
“Compram-se seus sonhos”
LKMazaki 2016
Assinar:
Postagens (Atom)