terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mastered Negima - Heart 05

            Naquela manhã de sábado que amanhecia todos os membro da Ala Alba estavam na estação de metrô fora dos domínios de Mahora acompanhando o trio biblioteca que estava de partida para a missão que exigia uma habilidade que não era obrigatoriamente mágica: inteligência e perspicácia. Kotaro, Negi e Kaede carregava as bolsas que as três levariam para passar os dois dias de fim de semana. Todos conversavam animados sobre a curiosidade sobre o livro em altas vozes pelo lugar (ignorem o fato de as pessoas comuns estarem por aqui e por ali e não perceberem a conversa muito suspeita daquele bando animado):
            - Perai! – exclamou Haruna parando de caminhar e dando uma olhada no grupo como um todo. – Num ta faltando gente?
            - Realmente reparei que Asuna-san e Sakurazaki-san não estão. – comentou Nodoka que caminhava próxima a Negi e Yue.
            - Asuna acabou ficando de cama... – respondeu Negi com uma expressão de “eu avisei aquela teimosa pra se cuidar!”.
            - Ah, o resfriado piorou mesmo. – concluiu Yue.
            - A Anesan é muito teimosa mesmo, hoje acordou com febre e tossindo pacas.  – contou Kamo do ombro de Konoka.
            - E ainda insistiu em vir nesse frio..... é a nossa baka de sempre. – completou a quase-maga entre o riso e a exasperação com a amiga e todos riram do ‘baka’ dito em um tom irritadinho.
            - Mas e a Setsuna, de gozaruna? – perguntou Kaede com seu habitual olhar sereno.
            - Ficou cuidando pra Asuna não fugir do quarto. – admitiu Negi envergonhado pela infantilidade da baka red *gota*.
            - Putz. – riu-se Kotarô.
            O grupo continuou mais um pouco a caminhada e parou no ponto onde em breve o trio biblioteca embarcaria para Kyoto. Continuaram suas conversas animadas sobre o livro e qualquer outra coisa que ocorresse:
            - Eu fico um pouco nervosa de nós carregarmos esse livro tão importante pelas ruas de Kyoto. – admitiu honya-chan deixando transparecer a ansiedade. O professor-mago sorriu gentilmente antes de falar, fazendo ela e Yue corarem sem perceber.
            - Não se preocupe, alem do livro esta protegido por uma magia de disfarce, sei que vocês três ficarão muito bem, porque são muito inteligentes.
            - Ah......Negi-sensei.........
            - ......... – as duas ficaram por uns instantes paralisadas, apreciando a bela visão do sorriso gentil do mago que estava se tornando mais belo a cada dia. Ainda mais quando ela já estava deixando de ser um menino para se tornar um jovem como elas (Ficando no ponto? *gota x 5*).
            “Essas duas não tem jeito” pensou Paru-sama rindo-se em silêncio da cena.
            - Acho mesmo uma “gulande” pena não podemos ser guarda-costas delas nesse fim de semana. – disse Kuu Fei fingindo pesar pela segurança das garotas.
            - Acho que na verdade anesan Ku Laosu só queria passear por Kyoto, ne? – questionou o arminho desconcertando a guerreira que não pode esconder que fora descoberta.
            - Garotas... – começou Negi num tom sério para o trio que estranhou a mudança de clima. – Eu gostaria que vocês não se exigissem demais durante o fim de semana. E se não encontrarem nada até domingo fim da tarde, não se preocupem, eu aproveito o feriado de fim de ano para ficar em Kyoto e descobrir isso.
            - Negi-sensei....... – Nodoka não conseguiu disfarçar o tom completamente derretido e envergonhado ao mesmo tempo, pela consideração empregada nas palavras de Negi.
            - Nós vamos descobrir o segredo desse livro professor, não se preocupe. – afirmou Yue firme, encarando o garoto no olhos.
            - Er...... er...... – Negi ficou desconcertado diante o modo determinado de Yue, afinal faziam aquilo por ele.
            - Não Negi, fazemos pela Ala Alba, então parece de se sentir nos usando viu? – disse Paru. (“PERAI?! Como ela sabe o que eu pensei????” questionou-se abismado Negi).
            - Ai Negi,, ce é tão safadinho! – exclamou Asakura.
            - HEIN?!?!
            - Como pode dizer assim tão descaradamente que não consegue ficar sem as garotas por perto? Poderia muito bem falar isso em particular ne?
            - MAS EU NÃO........!!
            - Putz Negi, ta dando em cima das garotas assim? Me envergonho de ti cara! – comentou Kotarô extremamente decepcionado, aumentando o constrangimento do outro. (“O Negi se deixa levar fácil pelas piadas, ainda é meio criança” concluiu Asakura vendo o efeito da brincadeira*gota*).
            - Cebolinha!
            - Cebolinha de gozaru...... – todas faziam questão de ajudar o garoto a ficar ainda mais nervoso.
            - Tadinho do Negi..... – falou baixinho Konoka para o arminho *gota dupla*.
            - MAS MAS MAS......! SE AO MENOS FALASSEM DA ASUNA, MAS...... – berrou Negi sem perceber o que diziam, mas o silêncio súbito fez ele tocar-se de suas palavras, tampando a boca como um mentiroso pego.
            - C-como........ – a livreira não conseguia acreditar nas palavras do jovem.
            - Então.......... *Yue*
            - Uau............. *Haruna*
            - Como é.......? *Kotarô*
            - Eita..... falou demais...... *Asakura*gota**
            - N-Negi........ *Konoka*
            - ................... *todas as outras* *gota*.
            - ER.......ER............................ – onde ele podia cavar um buraco magicamente para se enterrar, alguém sabe?
            Para a gigantesca sorte do Sprigfield, naquele momento o trem passou ao lado deles freando, o trem das garotas!!! Numa confusão o grupo despediu-se apressado das garotas dando as malas a elas e vendo-as embarcar no trem para Kyoto:
            - BOA SORTE! – disseram quase todos em coro da estação.
            - ATE SEGUNDA! – berrou em resposta Paru quando a porta do trem se fechava.
            Incrivelmente todos pareceram esquecer o momento de auto-revelação de Negi e voltaram conversando coisas aleatórias pela estação e pala cidade:
            - Melhor vermos como estão Set-chan e a  Asuna ne? –sugeriu Konoka sorridente para o garoto tentando distrai-lo da vergonha que ainda sentia.
            - É... verdade.
            “Essa foi por pouco seu baka!!” xingou-se o candidato a Magister Magi.






           
            Setsuna passou todo o tempo daquela manhã sentada à mesa de centro do quarto de Konoka e Asuna, apreciando o frio do dia enquanto pensava em silêncio. Aruiva tinha permanecido dormindo até então. Menos mal, afinal alguém doente precisa repousar mesmo.
            Entrementes àquela calmaria a espadachim perdia-se novamente em pensamentos entre o melancólico e o realmente auto-destrutivo. Seria realmente uma vergonha para ela se qualquer pessoa soubesse como ela estava a mercê de seu lado da mente mais obscuro. Mas como poderia ser diferente? Tinha um caminho horrível a trilhar dali em diante e estaria completamente sozinha. Agradecia aos céus por ninguém notar seu estado de espírito atual:
            - Por que tu ta tão diferente esses tempo Setsuna? – questionou Asuna, bem acordada da própria cama, sem se levantar para olhar a outra, sabia que ela a escutaria perfeitamente.
            - ......... o que? – desde a ruiva estava acordada? E...... como ela....... estava tão visível assim esse tempo todo?
            - Não se faz de inocente Setsuna. Eu sei que tem alguma coisa errada. A Konoka sabe.
            - A Kono-chan.........? – quer dizer que todo o esforço de tentar esconder era em vão?
            - Como te ilude achando que pode esconder algo, principalmente da Konoka hein? – questionou a ruiva sentando-se na cama, deixando visível seus aspecto abatido por causa da gripe, como se isso já não fosse muito notado na voz embargada e rouca.
            - Eu...........
            As duas se encararam por um instante, uma tentando se esconder e a outra tentando revelar mais da outra mente. Asuna teve um acesso de tosse que a impediu de encarar mais a espadachim, o deu tempo para ela se recuperar do choque de ter certeza de que era uma anta em esconder o que sentia:
            - Setsuna.....cof cof..... o que ta havendo? – perguntou a bakaranger agora com o tom mais lacrimoso ainda, não por algum sentimento, mas por que suas vias aéreas estavam realmente sensíveis.
            - Asuna....... – a shinmei se levantou e ficou de costas para a outra, para que ela não notasse sua expressão. Algo realmente sem sentido, já que a ‘teimosa macaca’ sabia perfeitamente que ela não estava bem. – Não tem nada.
            - Acha que eu sou uma criança de cinco anos? – perguntou a ruiva, sarcástica, irritando a shinmei.
            - Asuna..... não tem nada....
            - É por fingir pros outros que não tem nada que a Konoka ta sofrendo! – exclamou Asuna, parando depois para segurar a garganta que ardeu muito. *cof cof cof*
            - Kono-chan.........sofrendo? – “por minha causa?”.
            - Obvio que ela ta sofrendo. – disse a ruiva baixo por causa da dor na garganta. – Ela também ta se fazendo de forte, mas isso só piora as coisas, sabe.
            - Eu......... não quero que ela sofra.
            - Então porque não lhe conta o que ta havendo???? – questionou a doente revoltando-se de novo e pagando com outro acesso de tosse, durante o qual a irritação de Setsuna chegou ao limite e ela se virou para encara-la.
            - As coisas não são tão simples assim Asuna! – bradou com raiva.
            - É mesmo?! – realmente irritar-se com Asuna era pedido pra uma briga. – Estranho como eu acho que a burra nesse caso é tu, Setsuna!
            - Você não sabe de nada sua......... baka. – disse a guarda-costas controlando as palavras.
            - Eu sei que tá fazendo a Konoka sofrer!! Não se importa com isso???
            - É o que mais me importo...... – respondeu num tom extremamente melancólico a shinmei, espantando a outra.
            - Mas........ o que.......?
            - É para não faze-la sofrer mais que............
            - Setsuna...........?
            - Eu a amo demais Asuna.
            - ................ – “eu sei baka, então porque tudo isso?” perguntou-se a ruiva sem conseguir falar nada diante da expressão dolorida da amiga.
            - ................ estão chegando. – disse a shinmei mudando de tom e a ruiva percebeu que estava se referindo a Konoka e Negi que vinham pelo corredor. – Tenho que ir.
            - Heim?? Pra onde? Perai Setsuna! Vai fugir? É isso?! – questionou Asuna surpresa, vendo a outra ir em direção a janela. – Espera idiota! O que vai fazer???
            - Vou para Kyoto. – respondeu a shinmei muito mais obscura do que no inicio da conversa.
            - HEIN?!?! – Asuna já não entendia nada. – ESPERA!!! – berrou esquecendo-se completamente a gripe e ignorando a dor na garganta. – SETSUNA!!!!
            Mas já era tarde, a garota saltou pela janela para as arvores desfolhadas e dali foi-se para sabe-se lá onde. Naquele momento Negi e Konoka entraram dando de cara com uma Asuna quase pulando do beliche, aos berros furiosa:
            - SETSUNA SUA IMBECIL!!!!!!! – gritou o mais alto que pode e enterrou o rosto num travesseiro para cair em um acesso de dor e tosse.
            - !!!! – Konoka ficou em choque ao ver aquele fim de briga feia. Podia sentir que sua ‘quase-alguma-coisa’ havia acabado de sair do aposento pela janela, também em fúria.
            - Asuna?!?! O que houve??? – perguntou Negi assustando correndo para perto do beliche. Quando conseguiu controla a tosse Asuna tirou o rosto do travesseiro, voltando-se com raiva nos olhos para a quase-maga.
            - Se não der um jeito nela, eu mesma dou, Konoka. – e saltou do beliche para ir ao banheiro. Batendo a porta alto ao entrar.
            - Mas............. – Negi ficou perdido com a cena.
            - ..................... Asuna.
            Por que todos os seus medos pareciam estar se concretizando do pior modo possível? Realmente tinha momentos que detestava ser maga branca, ou quase ser.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Projeto "Novo Céu" - Trecho 01

Ele era só um menino que gostava de brincar com pedrinhas e pequeninos tanques feitos de madeira. Tão feios e simples eram seus tanques, mas ele vivia tantas aventuras e tinha sempre muitas estórias para contar graças a seus tanques. Suas guerras que duravam algumas horas sempre acabavam com ele correndo de volta para os braços de sua mãe, que lhe mandava ir lavar-se. Era uma vida tão simples, era uma vida tão feliz.

Naquele vilarejo afastado, pobre e sem importância o menino vivia sua infância junto aos irmãos que aravam a terra e dela tiravam os seus alimentos de cada dia. Aprendera a ler com a ajuda da mãe que tinha vários livros que haviam sido copiados a mão por seu falecido avô. Como o menino amava os livros. O menino tinha muito amor no coração, pois amava sua família, seus tanques, os livros e tudo que via a sua volta. Talvez nunca tenha existido um garoto tão feliz, ou talvez todos fossem.

Mas seu amor tornou-se dor e ódio, e os tanques tão eram mais objetos de carinho, mas seu pior pesadelo.

Vieram homens com suas fardas e armas. Vieram seus tanques e sua destruição. Aos olhos do menino vieram as cenas de morte e dor daqueles que ele mais amava. Tirando forçar de um pequeno corpo que não sonhava mais, o pequeno arrastou-se e feriu-se para salvar a vida de sua mãe, mesmo vendo seus irmão caindo a sua frente, mesmo que o sangue deles se misturasse ao seu próprio suor.

Existia aquele assassino sem face. Somente olhos brilhantes por baixo do capacete. Somente sua arma que disparava para fazer sentir dor até a morte. Quem era aquele assassino que abria a carne dos seus pequenos amiguinhos e lhes fazia chorar até não haver mais voz? Porque ele gostava de fazer aqueles que mal tinham pano para abrigar-se do frio implorar daquele jeito?

Eles eram demônios, foi o que o menino percebeu em seu desepero. Quando só haviam escombros e o corpo desacordado de sua genitora, ele entendeu finalmente que aqueles eram as criaturas que assombravam o mundo e fazia o céu chorar sob as estrelas. Eles eram os culpados.

E ainda que eles não fossem culpados, isso não tinha importância, porque para o menino eles todos eram dignos somente do seu ódio bruto e sangrento.

E foi sobre os restos daquilo que fora o seu mundo e sua vida que o pequeno menino, que perdera sua alma pura de criança, jurou vingança. O ódio eterno que ele enterrou no peito fazendo-o de coração foi daquele dia em diante sua maldição e seu sopro de vida. Todos os dias eles chorou no mais fundo de si, pois no fim, ele só queria ainda poder brincar com seus pequenos tanques de madeira enquanto escutava as estórias escritas pelas mãos de seu avô.