sexta-feira, 19 de setembro de 2014
A megalomania literária
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Ensino Médio ou Mediano?
Uma etapa tão importante da vida, onde deveria ser formado um cidadão com plenos conhecimentos sobre o funcionamento básico do mundo, da ciência e da sociedade está sendo tomado como uma obrigação monótona, quase torturante. É uma distorção de valores onde não são os estudantes os culpados. Pais, educadores e, principalmente, a falta de atualização do sistema educacional são os grandes culpados nessa questão.
Os pais não sabem o verdadeiro sentido do Ensino Médio. Professores, afogados por rotinas de trabalho pesadas, cansativas, terminam por entregar-se ao modo "mecânico" de conduzir suas classes. Um sistema perdido em seus valores, método, visão, propiciam um espetáculo de horror educacional, conduzindo com maestria essa barbarie intelectual.
O Ensino Médio não é um decoreba para o vestibular. Não existe nenhum "mas ninguém usa o que aprende na escola". Será então que a sociedade visa tornar seus membros cada vez mais mecanizados, robóticos intelectuais que conhecem (de modo parcial) apenas aquilo que se refere ao seu trabalho e nada mais além disso? É um equívoco para um programador saber o nome dos continentes, ou a quantidade de planetas do Sistema Solar? Via-láctea deveria ser um nome de conhecimento apenas de astrônomos das mais renomadas universidades e desconhecido do resto do mundo?
Isso é uma distorção. A escola deveria formar uma mentalidade aberta e provida de todos os conhecimentos básicos que qualquer PESSOA deveria ter, não apenas um VESTIBULANDO.
Sinto que, essa falta de valores se reflete com perfeição no tipo de cidadãos que estão integrando seu meio cometendo cada vez mais atos imbecis em todos os níveis. Não é só falta de caráter, é falta de esclarecimento, falta de tolerância, falta de capacidade.
Muita coisa precisa ser repensada e reconstruída para que esta realidade possa mudar para daqui a algumas décadas. Tapar a realidade e tentar mecanizar ainda mais o ensino são as medida favoritas de um estilo de governo paliativo, infelizmente o mais comum no nosso país.
Mas ainda há esperança, sempre há. Basta colocar a mão na consciência e mudar isso a partir de casa.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
[Conto] O planetoide Astro XLII - parte 1
Esta situação já seria estranha e incômoda aos quatro se não fosse o fato de, inesperadamente, terem ficado presos à espaçonave, caídos em um planetoide ordinário, com a perspectiva imediata da tragédia. Apesar disso, na discussão caótica que os quatro travavam na sala de convivência da nave os assuntos que imperavam eram as desavenças pessoais entre eles. As brigaram chegaram a tal distanciamento das questões imediatas que a dona da nave, Mirela Wotz, viu-se obrigada a tentar colocar ordem na confusão:
― Certo, certo. Podemos acertar essa sua dívida em um momento mais oportuno, Wotz.
Mirela respirou aliviada antes de retomar a fala:
― Bom, então vamos retomar os fatos. Estamos nessa nave, presos, com o sistema de segurança travado e o oxigênio chegando perto do fim. Estamos pousados num planetoide abandonado, para além da fronteira inferior do Império, sem comunicação com qualquer outra espaçonave. Nem mesmo os cargueiros levando produtos ilegais passam por esses lados. A questão é: como vamos nos livrar dessa?
― Não existe possibilidade da atmosfera do planeta ainda estar presente, mesmo abandonado?
― Infelizmente, com o sistema inteiro travado, não conseguimos fazer uma análise atmosférica.
― E não tem nenhuma forma simples de fazer um pequeno teste?
― Arriscar abrir qualquer brecha para um teste poderia desencadear um efeito devastador, caso haja apenas vácuo lá fora. Vocês tem que lembrar que sem os sistemas funcionando não conseguimos nem lacrar as portas para realizar algum teste isolado.
― A caramba, eu não consigo ser tão medroso assim quanto vocês, cientistas.
― O que pensa que está fazendo Megalos?
― Um teste nada científico.
― Não, espera!
Megalos chegou na porta, travada pelo sistema e sacou uma arma pesada que carregava na cintura. Antes que Mirela conseguisse alcançá-lo, ele disparou e arrebentou a porta. Para o alívio tremendo dos outros três, não houve sucção pela passagem, mas sim uma agradável brisa fresca invadiu o ambiente já pouco oxigenado:
― É por isso que dizem que o departamento científico se tornou inútil depois de Harumi Starlight. ― comentou a desertora Wotz.
― Starlight? Eu sempre achei que fosse Stardust. ― disse Nina, com estranheza.
― Sério? Isso faz tanto tempo que nem o nome mais dela agente tem certeza, mesmo tendo sido alguém tão importante. ― lamentou-se Mirela, que era uma profunda admiradora daquela figura histórica.
Depois de alguns minutos em que os quatro aproveitaram a liberdade de respirar sem preocupação outras questões começaram a brotar em suas mentes:
― Legal, e agora, como vamos sair desse pedaço de pedra perdido no espaço? ― perguntou Megalos.
― O jeito é procurar por alguma outra nave deixada para trás. ― disse Mirela, sendo prática.
― E esperar que sejamos os únicos por aqui. ― completou Nina.
― Por que diz algo tão amedrontador, Nina? ― perguntou a ex-pirata, sobressaltada com o tom obscuro usado pela outra.
― É que. . . Juro que vi algumas sombras se mexerem lá na frente, perto daquele ferro-velho. ― disse a jovem, apontando para algo mais à frente.
Os outros três viraram de imediato para observar o local apontado, mas não viram nada além de pedaços de veículos antigos sendo devorados pela ferrugem. Tudo parado, até que a lanterna dianteira de um dos carros soltou e caiu, estilhaçando vidro:
― Era tudo o que precisávamos, estar em um planeta mal-assombrado. ― comentou o mercador.
― Por isso que dizem que o nome "Astro" dá azar. ― disse o cientista.
― Nunca ouvi algo assim, Maurice. ― comentou Mirela.
― Já ouvi isso de alguns veteranos na Academia. ― respondeu ele, dando de ombros.
― Bom saber que vocês devoram o dinheiro do povo para ficar conversando lorotas. ― rosnou Megalos.
― Ok, ok. Chega de conversa e vamos atrás de alguma nave que não esteja deteriorada. ― ordenou Mirela, tirando um pequeno aparelho do bolso e encaixando-o na pulseira presa ao antebraço esquerdo. Ali ela fixou o ponto inicial onde estava localizada a nave defeituosa, para que não se perdessem. ― Se não acharmos nada nos arredores até o horário oficial noturno, voltamos e amanhã partimos motorizados para buscar em locais mais distantes. Entenderam?
― Sim, senhora. ― respondeu Nina, habituada a receber ordens desde sempre.
― Se não fosse pirata, poderia ter tentado uma carreira militar, Wotz. Você sabe mandar. ― ironizou Megalos, com uma risada seca, produzindo um som metálico.
[Continua na segunda parte]
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
A incrível arte de "botar uma história pra fora"
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Indicação: Manual de Roteiro de Leandro Saraiva e Newton Cannito
Trata-se do Manual de Roteiro, ou Manuel, o primo pobre dos manuais de cinema e TV. Escrito por Leandro Saraiva e Newton Cannito o livro está atualmente na sua segunda edição e traz ao leitor uma versão muito mais simples, direta e até íntima de apresentar os conceitos por detrás da produção de roteiros.
Confesso que comprei este “substituto” pensando que material técnico sempre é útil, mas não estava entusiasmada. Mas bastou ler a apresentação e os primeiros capítulos para eu perceber que o Manuel era muito mais do que um quebra-galho.
Talvez por ter sido produzido como fruto de uma oficial de roteiro realizada pelos autores, o Manuel tem uma estrutura e diálogo com o leitor muito dinâmico e simples. Você se sente como que ouvindo ao vivo os autores conversando sobre as estruturas mais básicas do roteiro até detalhes muito mais avançados.
Porém, não é apenas a linguagem acessível o triunfo do livro. O Manuel leva o leitor a pensar sobre o ato de fazer roteiro de uma maneira muito mais madura e reflexiva. Sem fórmulas prontas, ou passo-a-passo, o Manuel leva aqueles que querem utilizá-lo como ferramenta de aprendizado a ter uma visão menos estática do processo de produção.
Ao invés de checklists, questionamentos levam o leitor a entender e elaborar seu roteiro. Não existem regras inquebráveis, mas sim padrões que podem ser entendidos e aplicados, ou não, aos trabalhos de maneira individual.
Além dessa visão o livro também é capaz de mostrar os elementos apresentados tantos em filmes de hollywood como no chamado cinema cult e mesmo o cinema brasileiro. As referências podem abrir os horizontes do leitores que não conheceçam sobre obras de nomes ancestrais da direção como Godar (eu não conhecia!).
Outros aspecto muito interessante da obra é que a mesma se torna muito mais eficiente se for lida como uma verdadeira oficina. Ao final de cada capítulo atividades são propostas no intuito de que o leitor-aluno trabalhe em um projeto de roteiro enquanto acompanha a leitura.
Essa compra acidental se mostrou muito feliz, por isso indico para todos que trabalham com a arte de contar histórias a leitura do único Manuel de Roteiro que existe!
terça-feira, 23 de julho de 2013
[Web-série] Other World - o início de uma nova publicação
Apesar de só estar iniciando a publicação agora, a verdade é que Other World já é uma ideia antiga minha, que me acompanha desde os tempos anteriores à minha entrada nesse mundo dos blogs. Ao final de 2012 eu desenterrei o enredo e dei uma nova roupagem, definitiva. Estou aproveitando este momento de mudança na minha vida, onde terei algum privilegiado tempo para trabalhar apenas nos meus escritos, para jogar no mundo esse projeto.
Bom, era esse o recado que eu gostaria de compartilhar a vocês. Aos que se interessarem, o endereço oficial da web-série Other World é http://otherworld-serie.blogspot.com.br/ .
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Uma indagação
Seria a chamada blogagem uma necessidade legítima? Pergunto isto do ponto de vista de uma pessoa que, mesmo sem nunca ter atingido uma verdadeira notoriedade por este hobbie sinta falta do exercício do mesmo, em diversos momentos.
Provavelmente algo relacionado à necessidade humana de propagar suas idéias. Algo como "de blogueiro e fotógrafo, cada um tem um pouco" (que o Instagram seja minha defesa!).
Claro que o tempo é o fator mais crítico, mas sinto que sou eu quem problematizo demais está questão.
Bom, se estou insatisfeita, só me resta melhorar minhas atitudes quanto a isto, enquanto acredito que blogar já se tornou um vicio depois de tantos anos.
sábado, 15 de dezembro de 2012
[Conto] O Feriado Perdido de Ricardo Slayer (versão curta)
Meu primeiro conto de terror
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Mudando de web atitudes
Eu, Lilian Kate Mazaki, tenho um problema sério com relação à publicões na web: a dispersâo de conteúdo. Ou seja, estou sempre abrindo novos espaços na webpars postar conteúdo, ao invés de fazer isto em um único endereço. Claro, a culpa disso é o fato de eu não resistir em testar ferramentas.
Só que isso gera um enorme inconveniente: meus textos acabam espalhados de modo que somente eu sei o que já escrevi ou não.
Tumblr, blogs no blogger e wordpress, twitter, twitpic facebook. . . Uma gama de sites onde meus projetos e idéias ficam jogados.
E porquê estou tagarelando com vocês sobre isso? Isso é porque agora decidi tentar resolver isto, centralizando essas publicações aqui no Creative 1000%. Claro, eu ainda tenho o Mundo Mazaki (e outros projetos conjuntos), mas fora esses a idéia é trazer os conteúdos diversos pra cá.
A moral da história é que mais vale misturar um pouco alguns conteúdos do que ter uma coletâneas de sites abandonados. Por tanto o Creative 1000% cai se tornar bem mais "criativo" doque esta. Quem sabe separar as coisas por colunas. Bom, isso eu organizo sozinha ne, é o mínimo.
Bom, por hora é isso.



